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sexta-feira, 24 de abril de 2009

VIAGEM DE TREM
















Dia desses,
li um livro que comparava a vida
a uma viagem de trem.
Uma comparação
extremamente interessante,
quando bem interpretada.
Interessante,
porque nossa vida
é como uma viagem de trem...
cheia de embarques e desembarques...
de pequenos acidentes pelo caminho...
...de surpresas agradáveis
com alguns embarques...
...e de tristezas
com os desembarques...
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem...
...encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim:
...nossos pais.
Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam...
...deixando-nosórfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto.
Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes...
...que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoastomam esse trem a passeio.
Outras fazem a viagemexperimentando somente tristezas.
E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.
Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.
O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um, o que tem de melhor, lembrando sempre que...
...em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério é que não sabemosem qual parada desceremos.
E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.
Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.
Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.
E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...
Quem entrará? Quem sairá?
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história...
...de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.
Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros".
Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado...
...com certeza, o vagão é o mesmo.

DEUS CUIDA DE NÓS


Havia passado o dia inteiro com sua mãe, numa grande loja. Essa bela ruiva, com rosto sardento, clara imagem da inocência, não devia ter mais do que 6 anos.
Quando se dispunham a abandonar a loja, estava chovendo canivetes. Aquela chuva que de tão forte, você consegue ver a distância entre um pingo e o outro… nem sequer consegue ver quando cai no chão…
Todos ficamos em frente à porta, protegidos da chuva. Estavamos aguardando, alguns pacientemente, e outros irritados porque a natureza estava estragando a sua pressa rotineira.
Sempre gostei de chuva. Fico olhando para os céus, lavando a sujeira e a poeira deste mundo. E ao mesmo tempo, as lembranças da infância correndo embaixo da chuva, são bem-vindas como um jeito de aliviar todas as minhas preocupações.
A voz dessa pequena era tão doce que me tirou da minha hipnose com esta inocente frase:
"Mamãe, vamos correr na chuva!". "Mamãe, vamos correr na chuva!". "Sim, mamãe... Mamãe, vamos correr na chuva! ". "Não querida… Vamos esperar que a chuva pare",
Respondeu a mãe pacientemente...
A menina aguardou mais um minuto e repetiu:
“Mamãe, vamos correr na chuva!"
E a mãe disse:
“Mas se o fizermos vamos ficar encharcadas…"
"Não mamãe, não vamos nos molhar. Não foi isso que você disse hoje ao papai..."
Foi a resposta da menina, enquanto falava segurando no braço da mãe…
“Nesta manhã? Quando eu disse que podemos correr na chuva e não nos molharmos?"
“Você não se lembra?
Quando você falou com o papai sobre o câncer dele, você disse que se Deus faz com que possamos passar através disso, podemos atravessar qualquer coisa".
Todos ficamos em silêncio absoluto. Eu juro que não se ouvia nada além da chuva. Ficamos em pé, silenciosamente. Ninguém entrou nem saiu da loja nos minutos que se seguiram. A mãe parou para pensar por um momento sobre o que deveria responder. Esse era um momento crucial na vida daquela garotinha, um momento em que a inocência e a confiança podiam ser motivadas, para que no futuro pudessem florescer numa fé inabalável…
“Meu amor, você tem razão. Vamos correr na chuva. E se Deus permite que fiquemos encharcadas, pode ser que Ele saiba que precisamos duma lavadinha"...
E saíram correndo...
Todos nós ficamos olhando para elas, rindo enquanto iam correndo pelo estacionamento, pisando em todas as poças d’água.
É claro que ficaram encharcadas, mas não foram as únicas...
Alguns as seguiram, rindo como crianças, enquanto iam até os seus carros.
É verdade, eu também corri. E também é verdade que fiquei encharcada… certamente Deus achou que eu precisava de uma lavadinha.
As circunstâncias ou as pessoas podem nos tirar as nossas posses materiais, podem levar o nosso dinheiro, e podem levar a nossa saúde. Mas ninguém pode nos tirar as posses mais valiosas:
NOSSAS LEMBRANÇAS!
Então não esqueça de tirar tempo e de ter uma chance para se encher de lembranças a cada dia. Um amigo me enviou isto para me fazer lembrar do seguinte:
“Cada lembrança é um tijolo que constrói a minha vida”.
Tire às vezes um tempinho para correr na chuva!
TIRE UM TEMPO PARA VIVER!
E não esqueça:
Às vezes Deus quer lhe dar uma “encharcadinha”. Mas jamais vai lhe deixar sozinho. E se Ele permitiu que você passe por tormentas em sua vida… Tenha a certeza de que também vai passar por esta, e a outra, e a próxima…
Após cada uma delas, você vai ver de novo o Seu amor em cada arco-íris.

domingo, 16 de novembro de 2008

O MAUSOLÉU DE LENIN

Moscou, 10 nov (EFE).- O mausoléu de Lenin, onde está depositado o corpo embalsamado do fundador da extinta União Soviética, foi fechado hoje ao público para reparos, informou Serguei Deviátov, porta-voz do Serviço de Segurança do Kremlin.

"O fechamento ocorre a pedido do Centro de Tecnologias Biológicas e de Medicina (CTBM) da Rússia para realizar trabalhos de conservação no corpo embalsamado e reparar as instalações do mausoléu", disse Deviátov, citado pela agência oficial russa Itar-Tass.

O mausoléu de Lenin depende administrativamente do Kremlin, enquanto a conservação da múmia está a cargo do CTBM.

Os especialistas do CTBM submeterão o corpo de Lenin a uma série de tratamentos químicos, enquanto no mausoléu equipes que regulam a luz e a temperatura no lugar onde se expõe a múmia executam a operação.

Os trabalhos se prolongarão até o próximo 26 de dezembro quando o mausoléu será reaberto ao público, explicou o porta-voz.

Os trabalhos de manutenção no Mausoléu de Lenin acontecem uma vez a cada 18 meses e, segundo os especialistas do CTBM, se continuarem sendo praticados, a múmia poderá ser conservada em bom estado por pelo menos cem anos mais.

Após sua morte, em 21 de janeiro de 1924, o cadáver de Lenin foi embalsamado e colocado no Mausoléu onde permanece até hoje, a exceção dos 1.360 dias durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi levado para a cidade de Tiumén, na Sibéria.

Construído inicialmente em madeira e reconstruído depois em mármore e rocha, o Mausoléu de Lenin contínua sendo um dos lugares de interesse para os turistas que diariamente visitam Moscou.

A opinião pública, o Governo e as forças políticas do país continuam divididas quanto à proposta de tirar a múmia de mausoléu, de mármore negro e rocha vermelha erigido na Praça Vermelha. EFE

Vladmir Ilitch Uliánov, conhecido como Lenin


A Múmia de Lenin

Vladmir Ilitch Uliánov, mundialmente conhecido como Lenin, transcorridos quase oitenta anos da sua morte, ainda não teve o seu corpo devidamente sepultado. Contra sua própria vontade, ele que sempre combateu a idolatria, qualquer que ela fosse, acabou mumificado e transformado num ícone do regime soviético. Hoje, depois do término do regime comunista em 1991, discute-se na Rússia que fim dar aos seus restos.

"Agora vai iniciar-se outra guerra, não sangrenta, uma guerra contra a fome, contra o frio, a enfermidade, a miséria, a desorganização, o obscurantismo..."

Um Trenó na Neve

A pequena Claudia teve suas botas arrancadas das mãos pelo seu irmão mais velho, um fedelho de sete ou oito anos. Antes que ela pudesse chorar ou esbravejar viu-o calçá-las e jogar-se porta a fora. Em frente ao casebre, num frio medonho, passava uma troica puxada por cavalos com neve pelas canelas carregando o corpo de Vladmir Lenin. Levavam-no do seu retiro em Nizhniy-Novgorod para Moscou. À menina só restou ver um vulto escuro de uma janela embaçada.

Stalin não saiu do lado de Lenin morto

A notícia da morte dele logo se espalhara pelas aldeias vizinhas de Nizhniy (depois Gorki), onde ele, vítima de um derrame, passara entrevado seus últimos meses de vida. Apesar do clima polar, era o 22 de janeiro de 1924, milhares de camponeses e aldeãos postaram-se no caminho para render-lhe as homenagens, perfilando-se e tirando seus gorros em sinal de reverência. No trajeto de 400 quilômetros percorrido pelo trem até a capital não foi diferente. Em Moscou, a notícia do padecimento de Lenin provocou uma comoção, paralizando imediatamente as fábricas e as repartições, enquanto que as lojas cerraram suas portas.

Stalin comanda tudo

Coube a Stalin, o secretário-geral do Partido Comunista russo, comandar as exéquias. Apesar das relações entre ele e Lenin terem estremecidos devido a uma grosseira que Stalin cometera contra Krupskaia (a esposa de Lenin), uns tempos antes, o novo todo-poderoso do regime não se fez de rogado em aparecer publicamente como se fora o herdeiro do líder de 1917. Aliás, foi sugestão do próprio Stalin que lhe embalsamassem o corpo. A decisão fora tomada uns quatro meses antes da morte de Lenin, numa reunião do Politburo, na qual contou com o apoio de seis dos seus 11 integrantes. Outros camaradas, como Kamenev, Bukarin e Trotski, manifestaram estranheza e aberto repúdio à intenção de mumificar o chefe máximo da revolução, pois fora Lenin quem mais detestava e mais combatera os resquícios de medievalismo da Rússia bizantina, que teimavam em perdurar mesmo depois da ascensão dos bolcheviques ao poder.

Mumificando Lenin

Stalin alegou que o Comitê Central não poderia frustar as massas. Autorizou então a entrega dos seus despojos ao doutor Alexei Abrikosov, um patologista, para que aplicasse uma solução de formalina, álcool, cloro, água e glicerina, no corpo do defunto. De fato, de todos os lados não cessava de fluir gente para vê-lo. Vindos do Cáucaso, da Ucrânia, dos Urais, da Sibéria, de todas as partes enfim daquele colossal império, a gente simples do povo, amontoando-se na neve - os humilhados e ofendidos de Dostoievski - guardava a esperança de olhar, ainda que a distância, para Lenin. Durante os primeiros três dias a procissão foi incessante, acredita-se que mais de um milhão de pessoas prestaram-lhe homenagem. Quando os altos dirigente comunistas decidiram fechar o recinto, em 26 de janeiro, um zumbido de revolta partindo da multidão os fez voltar atrás. Stalin convenceu-os então de que Lenin teria para si um mausoléu permanentemente aberto (aprontado somente em 1929).

Lenin previu o seu fim

Quatro anos antes, também num inverno, em dezembro de 1920, Lenin com sua habitual franqueza, no 8º Congresso dos Sovietes, confessara publicamente que estava doente. Percebera que sua cabeça falhava, esquecia o que dizer. Até as palavras mais simples, queixou-se ele, sumiam-lhe da lembrança. O feito revolucionário o exaurira. Naqueles últimos anos o governo dos sovietes, fundando por ele em outubro de 1917, enfrentara uma sanguinária guerra civil com os exércitos brancos czaristas, repelira a ocupação estrangeira da Rússia, e ainda por cima inimizara-se de morte com o resto da esquerda não-bolchevique.

O Atentado, a Fome e o Tifo

O regime de Lenin sobrevivera ao bloqueio, à fome e ao tifo (que inclusive matou Anessa Armand, a amada do líder). Ele mesmo escapou de ser morto a tiros por um milagre num atentado da extrema-esquerda em 30 de agosto de 1918, quando duas balas atingiram-lhe o antebraço e o pescoço. Aturdido também ficou com a catastrófica grande fome de 1920-21, resultante das atribulações da guerra civil e da chamada política do "comunismo de guerra", quando pelotões vermelhos e esquadrões da Cheka (o comissariado da polícia secreta) varreram os campos russos, desesperados atrás de grãos e carnes, realizando extrações forçadas e requisições na ponta dos fuzis.

Porém o mais doloroso para ele era a carência de pessoal, a falta de gente qualificada para levar o projeto revolucionário adiante. Os quadros bolcheviques, excelentes para destruir a velha ordem, eram incapazes, no seu ponto de vista, de forjar uma nova máquina administrativa que tornasse viável o slogan "socialismo = sovietes + eletricidade", no qual Lenin depositava suas maiores esperanças.

Atrás do Cordão Sanitário

"Comunas de ignorantes", os chamou certa vez exasperado. A isso somou-se a desesperança em ver a revolução socialista se espalhar pelo resto da Europa, por Munique, por Berlim, por Budapeste, por Varsóvia. Ao contrário do que pareceu num primeiro momento que iria ocorrer, a contra-revolução deteve os socialistas pró-bolcheviques em toda a parte. A antiga Rússia, dali em diante denominada de União das Repúblicas Soviéticas, ficou isolada do mundo. O Ocidente em peso a colocou atrás de um cordão sanitário (expressão do presidente francês George Clemenceau). Quando em 21 de janeiro de 1924 o terceiro e último derrame finalmente o prostrou, Lenin era apenas uma sombra do que fora. A sua prodigiosa energia esvaíra-se. Numa das suas últimas fotos, onde ele aparece

Casa Morozov

sentado numa cadeira de rodas, vê-se que ele envelhecera assombrosamente para um homem que mal ultrapassara os cinqüenta anos de idade (faria 54 anos em 22 de abril). Até no seu forte olhar, com as pupilas bem abertas, via-se que a sua hora chegara. Morreu na bela casa desapropriada de Morozov, um ricaço moscovita, terminando num sarcófago como se fosse um imperador bizantino.

Ícone Soviético

Desde então Lenin morou no coração de grande parte do povo russo. Mesmo sabendo-o um homem duro, brutal, achavam-no bem intencionado, com uma imagem positiva. Entenderam-no como um Czar ilustrado, incorruptível, que queria colocar a casa em ordem e "dar pão ao povo". Tão popular ele se tornou que por toda a URSS os jovens nubentes, no dia do seu casamento, tinham por hábito, pensando em alcançar a sorte, postarem-se em frente a sua estátua (em cada cidade, vila ou aldeia russa havia uma) e jogarem na direção dela uma ramo de flores.

Com o colapso do regime comunista em 1991, a nova Rússia, confusa e caótica, hesita em dar um destino ao seu cadáver, como se não soubesse que passo dar adiante - o que fazer afinal com a múmia de Lenin?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

FAZENDO A DIFERENÇA

Educação, podemos fazer a diferença.

A professora Teresa conta que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Ricardo.

Ela, aos poucos, notava que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações.
Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa...
Ficha do 1º ano:

“Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem
e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”

Ficha do 2º ano:

“Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.”

Ficha do 3º ano:

“A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.”

Ficha do 4º ano:

“Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.”

Ela se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada...
E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de Natal que ela recebera dos alunos, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.

Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver que era uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembrou, ainda, que ele lhe disse:
- A senhora está cheirosa como minha mãe!

E, naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo...
Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava.
E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.

Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau
e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.

As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui...

Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
“Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.”

E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano seu! Depois que o conheci aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...”


Afinal, o que realmente faz a diferença?

É o fazer acontecer a solidariedade, a compreensão, a ajuda mútua e o amor entre as pessoas...
O resto vem por acréscimo...
É este o segredo do Evangelho. Tudo depende da Pedagogia do Amor.

“Nisto todos saberão que sois meus discípulos:
Se vos amardes uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34-35)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

HAJA O QUE HOUVER



Senhor, por que razão estou confuso?
Fazem de mim um réu intruso.
De louvar-te querem me impedir...
Senhor, por que existe tanta diferença?
Eu que jamais pensei trair tua crença.
Dizem até que não sou digno de ti
Senhor, o que eu penso ao teu respeito
Que tu és bom, tu és perfeito
E não pensas como vis mortais
Senhor, dizem que eu me estagnei no tempo
E embora neguem me entrar no templo
Não poderão jamais roubar-me a tua paz
Mas eu não vou me entristecer com eles não
Pois eles são tão pecadores quanto eu sou
Pois o que falam não provem do coração
Haja o que houver, eu não vou negar a fé
Embora pecador, eu creio em ti, Senhor.




Edison Coelho

QUEM ÉS TU?


Quem és tu lhe perguntaram certo dia com ironia prós
Quem és tu que até os mortos nos sepulcros, ouvem tua voz
A própria morte derrotas-te oh! Imarcescível luz
Eu sei quem és é o filho de Deus tu és Jesus
Tu és o ultimo és o primeiro e de Judá és o leão audaz
Tu és Deus forte, Conselheiro, Pai da Eternidade
E Príncipe da Paz
Des-te amor ao pobre homem que sofria muitas opressões
Cada vez que tu falavas libertavas grandes multidões
Eternamente és o mesmo aleluia sei quem és
Excelsa luz és o filho de Deus tu és Jesus
Tu és o ultimo és o primeiro e de Judá és o leão audaz
Tu és Deus forte, Conselheiro, Pai da Eternidade

E Príncipe da Paz... Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.


Edison Coelho