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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ALDEIA MARACANÃ



(O prédio do antigo Museu do Índio, em 1989, já abandonado Ricardo Chvaicer - 23.05.1989.)


O Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais, mais tarde apenas Serviço de Proteção aos Índios (SPI), foi criado pelo Decreto-Lei nº 8.072, de 20 de junho de 1910, com o objetivo de ser o órgão do Governo Federal encarregado de executar a política indigenista. Sua principal finalidade era proteger os índios e, ao mesmo tempo, assegurar a implementação de uma estratégia de ocupação territorial do País.

Sua criação mudou profundamente o quadro da questão indígena no Brasil, tendo a Igreja deixado de ter a hegemonia no tocante ao trabalho de assistência junto aos índios, de modo que a política de catequese passou a coexistir com a política de proteção por parte do Estado, que passou a ser executada por meio do SPI. Além disso, estabeleceu-se uma maior centralização da política indigenista com a criação do órgão federal, tendo diminuído o papel que os estados desempenhavam em relação às decisões sobre o destino dos índios.

A criação do SPI é decorrente de um quadro que vinha se delineando desde o final do século XIX. Vale lembrar que a independência política do Brasil e o advento da monarquia não trouxeram mudanças significativas à política indigenista, que continuou a ser realizada nos mesmos moldes do Período Colonial, ou seja, com base na criação e manutenção de aldeamentos indígenas e por meio da catequese, inclusive com a participação de um leque maior de congregações religiosas.
A primeira Constituição brasileira, outorgada em 1824, ignorou completamente a existência das sociedades indígenas, prevalecendo uma concepção da sociedade brasileira como sendo homogênea, conseqüentemente, desconhecendo-se a diversidade étnica e cultural do país. O Ato Institucional de 1834 designava como sendo de competência das Assembleias das Províncias a tarefa de promover a catequese e de agrupar os índios em estabelecimentos coloniais, facilitando, com isso, a apropriação de suas terras.

No início do século XX, constatava-se que a catequese missionária não havia conseguido converter os índios, defender seus territórios contra invasores, nem impedir seu extermínio, seja em decorrência das doenças que os contagiavam, seja promovido por matadores profissionais, os chamados bugreiros, que eram contratados para limpar o terreno à imigração e à especulação de terras.

Essa situação foi agravada pelos trabalhos de abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que atravessava o território dos Kaingang, no estado de São Paulo, desencadeando uma disputa armada entre estes índios e os trabalhadores da estrada que virou notícia nacional. No Espírito Santo e em Minas Gerais, eram os Botocudo que lutavam para impedir a invasão de suas terras por colonos. Com a chegada de imigrantes europeus aos estados do Sul do País, sobretudo Santa Catarina e Paraná, acenderam-se as disputas por terras entre esses colonos e os índios que lá habitavam.

Em 1908, durante o XVI Congresso de Americanistas, que aconteceu em Viena, Áustria, houve denúncias de que o Brasil estava massacrando os índios, como parte de uma política nacional de extermínio destas populações. Essa má reputação internacional levou o governo federal a pensar numa ação de assistência e proteção leiga e privativa do Estado às populações indígenas.

Esse é, portanto, o contexto de criação do SPI: passava-se para as mãos do Governo Federal a incumbência de evitar o extermínio dos povos indígenas. Sua principal tarefa era "pacificar" os povos indígenas em luta contra segmentos da sociedade nacional, o que ocorria em diversos pontos do território brasileiro. Pretendia-se, assim, evitar as acirradas discussões na imprensa, que acabavam por promover uma péssima imagem do Brasil junto à opinião pública nacional e estrangeira.

O Serviço de Proteção aos Índios (SPI) ou Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais, parte constituinte do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC), foi um órgão público criado durante o governo do Presidente Nilo Peçanha, em 1910, com o objetivo de prestar assistência à população indígena do Brasil. O Serviço foi organizado pelo Marechal Rondon, seu primeiro diretor.

O então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon foi convidado para dirigir o novo órgão. O militar positivista se notabilizara pelos trabalhos de instalação de redes telegráficas no interior do País, durante os quais havia mantido contato pacífico com vários povos indígenas.

Foram essas idéias positivistas que fundamentaram a política do Estado brasileiro para os povos indígenas na maior parte do século XX. Estabeleceu-se, assim, a chamada política de integração, em que o índio era reconhecido como sujeito transitório, ou seja, enquanto estivesse sendo preparado para ingressar na "civilização". Tal política apontava para o fim da diversidade étnica e cultural, pois reconhecia esta diversidade apenas como um estágio de desenvolvimento que se concluiria com a incorporação do índio à sociedade nacional.

A política integracionista fundava-se na crença de que a humanidade passaria, necessariamente, por um único processo evolutivo, do qual a civilização ocidental representaria o estágio mais avançado, além do que, não se reconhecia o caráter coletivo de tais populações. Em outras palavras, embora tenham passado a ser vistos como dignos de conviverem na comunhão nacional, eram tratados como culturalmente inferiores.

Por isso, o SPI desenvolvia uma política que propunha dar aos índios condições de evoluir lentamente, até integrarem-se à sociedade brasileira. Para tal, demarcava as terras dos índios e evitava que fossem invadidas, protegia-os da exploração de que eram vítimas por parte de alguns segmentos da sociedade brasileira (comerciantes, exploradores de produtos naturais etc.). Além disso, prestava atendimento de saúde, ensinava técnicas de cultivo, de administração de seus bens e vários ofícios e proporcionava educação formal.

A Constituição de 1934 foi a primeira das Constituições brasileiras a tratar dos direitos dos povos indígenas, tendo nela sido assegurada aos índios a posse de seus territórios e tendo sido atribuída à União a responsabilidade pela promoção da política indigenista. As Constituições de 1937 e de 1946 mantiveram esses mesmos pontos, numa clara demonstração da consolidação dos direitos indígenas perante as diferentes forças sociais e políticas da sociedade brasileira.

Em 1953, foi instalado, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o primeiro museu do índio da América Latina.O 

Por volta de 1957, o SPI entrou num processo de decadência administrativa e ideológica. O órgão passou a enfrentar problemas decorrentes dos conflitos de interesses com os estados, muitas vezes se submetendo a estes interesses, além de não se mostrar capaz de barrar o avanço nas terras indígenas, motivado por interesses econômicos, em diversos pontos do País.


Essa situação foi agravada quando funcionários do SPI passaram a enfrentar acusações de improbidade administrativa, inclusive com relação ao patrimônio indígena, o que acabou por repercutir, nacional e internacionalmente, uma imagem negativa da instituição.

Em 5 de dezembro de 1967, quando o regime militar já havia se instalado no Brasil, o SPI foi extinto, após uma devassa que acabou por apontar uma série de irregularidades em sua administração, tendo sido criada para substituí-lo a FUNAI.

O SPI, mesmo adotando uma política que não reconhecia os índios como povos diferenciados e prevendo a sua assimilação cultural, e a despeito das limitações para que efetivamente assegurasse a proteção dos povos indígenas do Brasil, ainda assim desempenhou um importante papel histórico para a sobrevivência dos povos indígenas, não restando dúvidas de que foi a sua existência e atuação que acabaram por fazer consolidar-se no País o sentimento de responsabilidade histórica para com as populações indígenas, assim como o respeito pela pessoa do índio.

O PRÉDIO

“O prédio onde funcionou, até 1976, o Museu do Índio, foi erguido por volta de 1905 pelo Ministério da Agricultura para sediar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) [que deu origem à Fundação Nacional do Índio], comandado pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que funcionou no local até 1972, quando Darcy Ribeiro instalou ali o Museu do Índio”.

Apesar do valor artístico, Teixeira lembra que o prédio, feito de pedra, ficou abandonado muito tempo. “Quando o Museu do Índio foi para Botafogo, em 1976, o edifício ficou abandonado, foi invadido e saqueado, roubaram todas as coisas de valor que tinha dentro, os degraus, arcos, a escadaria, portas, janelas, esquadrias. É uma pena, mas o prédio pode ser recuperado.”


A língua tupi exerceu forte influência sobre o português falado no Brasil. Maracanã é uma dessas palavras que usamos no dia-a-dia, originária dessa importante cultura. Pois bem, no complexo do Estádio do Maracanã existe uma ocupação indígena no mesmo local onde foi o antigo Museu do Índio, um imóvel que caso seja destruído só pode ser interpretado pelos cidadãos como ato que lesa o patrimônio cultural da Cidade do Rio de Janeiro.

Foi nesse local, onde hoje é o bairro do Maracanã e depois viria a ser construído o maior estádio de futebol do planeta para a Copa do Mundo de 1950, que em 1865 o Duque de Saxe (Luís Augusto Maria Eudes de Saxe-Coburgo-Gota) doou seu imóvel e terreno de 14.300 metros ao Império do Brasil para a Pesquisa da Cultura Indígena. Por volta de 1905, o local foi transformado em Museu do Índio pelo Ministério da Agricultura para sediar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI)

(Dom Luís Augusto, dona Leopoldina e dom Pedro Augusto, primeiro filho do casal e primeiro neto de dom Pedro II, em 1867.)

Museu do Índio funcionou nos arredores do Maracanã, na Zona Norte, de 1953 a 1977
Depois, foi transferido para Botafogo, sob a alegação de que prédio teria de ser demolido para construção de estação do metrô. 

A história do prédio está ligada à população indígena desde 1865, quando Luis Augusto Maria Eudes, duque de Saxe e genro de Dom Pedro II, doou o espaço à União para a construção de um centro de investigação da cultura indígena. Em 1910, o Marechal Rondon criou, no prédio, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Funai. Depois de anos de pesquisas etnológicas e linguísticas, e de registros de aspectos das culturas indígenas, em 19 de abril de 1953 foi inaugurado no local o Museu do Índio. Em 1977, ele foi transferido para o bairro de Botafogo, sob a alegação de que o prédio teria de ser demolido para construção de uma estação do metrô. O local guardava um acervo de 16 mil livros sobre a cultura indígena e era visitado por cerca de 3 mil pessoas diariamente.

Na época, o ex-diretor do museu Darcy Ribeiro revelou que a ideia era transferir a instituição para o Parque Laje, o que acabou não acontecendo por questões burocráticas.

A estação do metrô não saiu do papel. Em 1982, o Ministério da Agricultura cedeu o espaço à Cobal, que passou a organizar uma feira semanal no local. Como o prédio já estava em más condições de conservação, o evento ocorria no quintal. Mas, logo depois, a feira foi suspensa por falta de movimento. Em 1987, o Ministério da Agricultura anunciou um plano para transferir para o imóvel os seus funcionários que trabalhavam no Centro. A prefeitura também chegou a estudar um projeto para recuperar o imóvel, que acabou não vingando. Desde 2006, quando o local foi ocupado por índios, discute-se a demolição do imóvel dentro de um pacote de obras dos megaeventos.



FONTES:

Site da FUNAI: Acesso em 16/01/2013.

Site da Wikipédia:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_ao_%C3%8Dndio> Acesso em 16/01/2013.

Site Manchete On Line: Acesso em 16/01/2013.

Site do Jornal O Globo: Acesso em 16/01/2013.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

BISPO FALA A VERDADE


BISPO FALA A VERDADE

Por Dom Henrique Soares da Costa,
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente)fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a
castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho…
Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil!
Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranquilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

O GRUPO GUARARAPES BATE PALMAS AO BISPO DOM HENRIQUE SOARES. A DEFESA DA FAMÍLIA É FUNDAMENTAL PARA A DEFESA DA PÁTRIA. SEM DEUS E SEM FAMÍLIA TEREMOS O CAOS.
FAMÍLIA DESORGANIZADA PÁTRIA EM PERIGO. LEIAM E MEDITEM.
REPASSEM, AMIGO
GRUPO GUARARAPES                          doc. nº 119- 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

UM MILAGRE


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geleia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.

- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.

- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.

- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.

- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:

- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.

Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.

Fonte: recebido por e-mail.

domingo, 13 de maio de 2012

HISTÓRIA DO DIA DAS MÃES NO BRASIL


Foi no templo da Igreja Presbiteriana da Mangueira, como é conhecida a Igreja Presbiteriana de Salvador, Bahia, que o REV. MATTATHIAS GOMES DOS SANTOS celebrou pela primeira vez no Brasil, o Dia das Mães e sobre esse fato transcrevemos uma pequena nota, mas de grande significado:

“A PRIMEIRA SOLENIDADE no Brasil tida como a Festa das Mães foi realizada há 50 anos, em Salvador, na Bahia, promovida pelo reverendo Matatias Gomes dos Santos, no templo da Igreja Presbiteriana. Foi a 10 de outubro de 1909. Vive ainda e é presbítero da Igreja Presbiteriana de Lucas, no Rio, o secretário permanente do Esforço Cristão da Igreja da Bahia, Sr. Joseph Cameron Donald, sob cujos auspícios a festa foi realizada, com a finalidade de ‘recordar os carinhos e amor das mães falecidas e honrar as sobreviventes’. Essas declarações foram prestadas ao GLOBO pelo Sr. Hélius Mota, assistente do diretor do Museu Presbiteriano, que nos disse ter sido a segunda comemoração das mães também na Bahia, no templo presbiteriano de Cachoeira do Paraguaçu. Foi a 7 de setembro de 1910. Crianças e moças recitaram poesias às mães.”[1]

Essa notícia foi publicada no jornal O Globo, em 1959. Nessa época vivia, ainda, o Presb. Joseph Cameron Donald, pai do também saudoso, Presb. Edwin Cameron Donald, esposo da nossa irmã Eunicy Baptista Donald, membros da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Prof. Nelson de Paula Pereira



[1] Jornal O Globo, 09.05.2009, seção “Há 50 anos atrás”.

Observação: Essa e outras histórias você pode conhecer no livro que escrevi: História da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro 1862-2012. IPRJ: Rio de Janeiro, 2012. 





quinta-feira, 10 de maio de 2012

O VALOR DE NOSSOS PAIS





O VALOR DE NOSSOS PAIS

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão. O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima. O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma". O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades." O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa." O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas. O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu." O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vai e limpa as mãos da tua mãe, e depois vem ver-me amanhã de manhã." O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho. O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe. Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo. Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor. O diretor percebe u as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?" O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram." O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiste." O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar." O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado." Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver-se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro.
Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vais sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a relva, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ... Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li... leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

FONTE: recebi por e-mail.

sábado, 5 de maio de 2012

O AMOR, UMA ORAÇÃO





Há muitos anos, numa das disputas com a minha esposa, a quem pretendo amar, disse-lhe: "Você me irrita". Ela respondeu-me: "O amor é paciente. Não se irrita". Fiquei pensando.
Mais recentemente ela pediu-me para amá-la como ela é. Sentindo a dificuldade desta tarefa fiz esta oração.
Falamos do amor sempre em termos de prazer e deleite. O amor tem, para mim pecador, as suas dores. Dores da paciência. Dores da renúncia. Lembro-me da "porta estreita e do caminho apertado da salvação" dos quais nos fala Jesus. Seria isto? Fala-nos também do "negar-se a si mesmo". Acho que iria embora (a porta, às vezes, parece-me estreita demais e o caminho muito apertado), se não pensasse como Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna".

O Amor – Uma oração

Oh Deus!
Criador do céu e da terra.
Cordeiro manso e humilde,
Que tira o pecado do mundo.
Leão da tribo de Judá,
Pleno de poder, glória e majestade.

Meu Salvador.

Dá-me um coração capaz de amar o indigno,
Como fizeste comigo.
Amar desejando-lhe o bem,
Amar fazendo-lhe o bem.
Amar como ele é, para que sejamos como tu és.
Amar sofrendo,
Amar morrendo,
Pois a semente que morre produz a vida.

Socorre,
Pela tua graça e misericórdia,
Esta alma sedenta e estéril.

Para amar o indigno tão somente pela preciosidade do amor.
Amar sofrendo,
Amar morrendo,
Pois a semente que morre produz a vida.
Do seu interior farás fruir rios da água da vida.
Enquanto que aquele que pretensiosamente se afirma,
Permanece estéril, seca e morre.

A minha alma tem sede de Deus,
Do Deus vivo.

Zwinglio de Andrade Costa

PENSE NISSO!


1 - Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.
2 - Um com Deus é maioria.
3 - Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.
4 - Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.
5 - O mais importante não é encontrar a pessoa certa e sim ser a pessoa certa.
6 - Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém ; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.
7 - A fé ri das impossibilidades.
8 - Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 - Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um grande DEUS.