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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

149º ANIVERSÁRIO DO PRESBITÉRIO DO RIO DE JANEIRO (16/12/1865 - 16/12/2014)



“Visto as circunstâncias em que nos achamos, e de acordo com a disciplina da Igreja Presbiteriana, da qual somos ministros e missionários, nós, Ashbel G. Simonton, do Presbitério de Carlisle, Alexander L. Blackford, do Presbitério de Washington, e Francis J. C. Schneider, do Presbitério de Ohio, querendo melhor promover a glória e o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo no império do Brasil, julgamos útil e conveniente exercer o direito que nos confere a Constituição de nossa Igreja constituindo um Presbitério sob o governo e direção da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América do Norte. Portanto, de conformidade com a forma da dita Igreja, de fato nos constituímos em um Presbitério que será chamado pelo título de Presbitério do Rio de Janeiro, o qual deverá estar anexo ao Sínodo de Baltimore”. (Ata nº 01, Livro nº 01, Folha nº 01 – Presbitério do Rio de Janeiro).

(Presbitério do Rio de Janeiro – 1885, reunido em Sorocaba-SP. Sentados: Revs. João Ribeiro de Carvalho Braga, Robert Lenington, Alexander L. Blackford, George W Chamberlain, Antônio B. Trajano e George A. Landes. Em pé: Antônio Gomes da Silva Rodrigues, Revs. Caetano Nogueira Jt., John M. Kyle, Donald C. McLaren, Modesto P. B. Carvalhosa, Eduardo Carlos Pereira, Miguel G. Torres, John B. Howell, Presb. Francisco Rodrigues (Lençóis), Manoel José Rodrigues da Costa (São Paulo) e José Rodrigues de Carvalho (Itapeva). No púlpito: Rev. Zacarias de Miranda, pastor da igreja hospedeira).


O ano de 1865 foi abençoador para o presbiterianismo brasileiro, pois além da organização da Igreja Presbiteriana de São Paulo, mais uma Igreja seria organizada em 13 de novembro, a 3ª Igreja Presbiteriana do Brasil, a Igreja Presbiteriana de Brotas. A organização dessa Igreja foi possível, em parte, graças ao trabalho do “Padre-Protestante”, José Manoel da Conceição (1822-1873), pois a cidade de Brotas havia sido uma das paróquias desse futuro Pastor. Inclusive no dia da organização da Igreja Presbiteriana de Brotas ele esteve presente.
Com a existência de três Igrejas (Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas) era possível a organização de um Presbitério, fato que ocorreu em 16 de dezembro de 1865. O local era a residência do Rev. Alexander Latimer Blackford (1829-1890), um velho casarão colonial na Rua de São José (atual Rua Líbero Badaró), nas imediações do Largo de São Bento, São Paulo - SP. Era um sábado, às três horas da tarde.
O Presbitério do Rio de Janeiro - PRJN, o primeiro concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, fora organizado na Cidade de São Paulo, com a presença de três Pastores, o Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867), o Rev. A. L. Blackford e o Rev. Francis Joseph Christopher Schneider (1832-1910), sendo eleito o seu primeiro Moderador o Rev. A. L. Blackford, Rev. A. G. Simonton foi eleito Secretário Permanente e o Rev. F. J. C. Schneider, Secretário Temporário. Os três missionários que o compunham eram ligados à Igreja Presbiteriana do Norte dos Estados Unidos, a PCUSA.
Os missionários reproduziram as estruturas de suas igrejas nos Estados Unidos. Com o passar do tempo organizaram outros presbitérios, mais tarde sínodos e por fim a Assembleia Geral, que em 1938, passou a denominar-se Supremo Concílio.
A organização do primeiro presbitério resultou de uma necessidade: a ordenação de ministros, que, no Sistema Presbiteriano é uma prerrogativa exclusiva dos presbitérios. Na ocasião havia um candidato para ser ordenado: o ex-sacerdote, agora convertido à fé reformada, José Manoel da Conceição. Ele havia sido recebido por profissão de fé e batismo na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, no dia 23 de outubro de 1864 e batizado pelas mãos do Rev. A. L. Blackford.
O PRJN aplicou os exames indispensáveis ao candidato J. M. da Conceição: 1) os motivos que o levavam a desejar o ministério; e, 2) um exame referente aos conhecimentos bíblicos. O candidato respondeu satisfatoriamente as perguntas sobre as evidências de sua vocação, bem como sobre se adotava a confissão de fé e a forma de governo da Igreja Presbiteriana. Propôs, então o Rev. A. G. Simonton que o PRJN se declarasse satisfeito com as respostas, resolvendo-se que, em atenção às circunstâncias excepcionais em que se achava o candidato e ao pleno conhecimento que os membros do PRJN tinham de seus talentos e aptidão para exercer o ministério, fossem dispensados os exames de disciplinas teológicas e outras formalidades, exceto o sermão – que foi pregado no dia seguinte pela manhã, dia 17, devendo versar sobre Lucas 4.18 e 19, e que a cerimônia de ordenação se realizasse no mesmo dia, sob a presidência do Moderador, Rev. A. L. Blackford. Por proposta do Rev. F. J. C. Schneider, o Rev. A. G. Simonton foi encarregado da parênese com base em 2ª Coríntios 5. 20.
No dia 17 de dezembro de 1865, domingo, às dez e meia da manhã, o candidato J. M. da Conceição pregou o sermão de prova a um auditório de 25 pessoas e foi aprovado pelo concílio. Às dezessete horas realizou-se o ato de ordenação. O Rev. A. L. Blackford fez as perguntas constitucionais. Em seguida o candidato foi ordenado o primeiro Ministro Presbiteriano Brasileiro, pela imposição das mãos dos ministros do Presbitério, Rev. A. G. Simonton, Rev. A. L. Blackford e Rev. F. J. C. Schneider. Os três após a oração de ordenação disseram: “Dou-vos a mão direita em sinal de que acabais de ser admitido a tomar parte conosco neste ministério”. Tinha ele 44 anos de idade.
O agora, Rev. J. M. da Conceição se dirigiu aos presentes falando de maneira comovida sobre suas novas responsabilidades. Entre os presentes tanto ao sermão de prova quanto à cerimônia de ordenação estava o Dr. James McFadden Gaston (1824-1903) - um médico e futuro presbítero norte-americano que residiu por vários anos em Campinas e que veio a ser sogro do Rev. Alexander Blackford - e o Rev. John Benjamin Kolb (1850-1921).
Essa foi a primeira reunião do Presbitério do Rio de Janeiro.
A segunda reunião do PRJN foi realizada no Rio de Janeiro, na sala de cultos da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, localizada na Rua do Regente, nos dias 5 a 10 de julho de 1866. No dia 05 o Rev. A. L. Blackford foi reeleito Moderador e na mesma sessão foi apresentado um novo candidato ao ministério, o Médico George Whitehill Chamberlain (1839-1902), membro da 4ª Igreja Presbiteriana de Washington - EUA. Ele foi examinado sobre sua experiência e vocação religiosa, ciências naturais, grego e latim. À noite proferiu sua homilia com base no texto de Romanos 12. 1-5. No dia seguinte, dia 06, foi examinado sobre teologia e história eclesiástica. No dia 7 pregou o sermão de prova baseado no texto de João 6. 29, sendo ordenado no domingo dia 8. Fez a parênese o Rev. A. G. Simonton e pregou o sermão de praxe o Rev. J. M. da Conceição.
A terceira reunião ordinária também ocorreu no Rio de Janeiro, entre os dias 11 a 16 de julho de 1867, na sala de cultos da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, localizada no Campo de Santana. Foi a última reunião em que compareceu o Rev. A. G. Simonton, pois iria falecer poucos meses depois, em 09 de dezembro de 1867. Nessa reunião o Rev. A. L. Blackford foi novamente eleito Moderador (ainda seria reeleito nos anos de 1868 e 1884). No dia 16, último dia da reunião, o Rev. A. G. Simonton leu um estudo intitulado “Os meios necessários e próprios para plantar o reino de Jesus Cristo no Brasil”.
Um importante documento foi confeccionado a fim de que a obra presbiteriana no Brasil se enquadrasse nas leis do Estado. Assim, uma petição de aprovação dos Estatutos do Presbitério, foi redigida, provavelmente, por José Tomas Nabuco de Araújo, Conselheiro de Estado. Os advogados da Igreja, eram o Dr. Manoel Antonio Duarte de Azevedo, Aureliano Tavares Bastos e provavelmente o Conselheiro J. T. N. de Araújo.
                Em 15 de julho de 1871, os Estatutos deram entrada no Ministério do Império, firmados pelos Rev. A. L. Blackford, Rev. F. J. C. Schneider, Rev. G. W. Chamberlain, Rev. Robert Lenington (1833-1903) e o Rev. João Fernandes Dagama (1830-1906).
                Depois, o documento foi encaminhado ao Conselho de Estado em 21 de agosto de 1871, sendo aprovado somente em 10 de fevereiro de 1872 e oficializado pelo Decreto nº 5105 de 03 de outubro de 1872.

 
 
Por quase 20 anos, o PRJN foi o único concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, à exceção do antigo Presbitério de São Paulo, organizado pelos missionários da Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos, em Campinas, que existiu por apenas cinco anos (1872-1877). Somente em 1887 surgiu um novo presbitério, o de Campinas e Oeste de Minas.
Nessa fase inicial (1865 a 1900), o PRJN ordenou outros ministros: William Dreaton Pitt (1828-1870) ordenado em 16/08/1869; Modesto Perestrello Barros de Carvalhosa (1846-1917), ordenado em 20/07/1871; Antônio Bandeira Trajano (1843-1921, ordenado em 10/08/1875; Miguel Gonçalves Torres (1849-1892), ordenado em 10/08/1875; Antônio Pedro de Cerqueira Leite (1845-1883) ordenado em 08/08/1876; Eduardo Carlos Pereira de Magalhães (1855-1923), ordenado em 02/09/1881; José Zacarias de Miranda e Silva (1851-1926), ordenado em 09/09/1881; João Ribeiro de Carvalho Braga (1852-1934), ordenado em 02/09/1885; e, Caetano Nogueira Júnior (1856-1909), ordenado em 03/09/1886.
Muitos outros Ministros foram ordenados pelo PRJN, sem contar os Missionários e outros pastores que foram recebidos de outras Igrejas. Hoje o PRJN é composto pelos seguintes pastores (ordem alfabética): Rev. Aldemiro Camboim de Sá, Rev. Alexandre Rodrigues Sena, Rev. Anderson Dias de Abreu, Rev. Cid Pereira Caldas, Rev. Clinton Sathler Lenz César, Rev. Deivson Vieira Torres, Rev. Éber Magalhães Lenz César (jubilado), Rev. Eurípedes da Conceição, Rev. Evaldo Beranger, Rev. Felipe Telles Ferreira, Rev. Guilhermino Silva da Cunha (jubilado), Rev. Haveraldo Ferreira Vargas Júnior, Rev. Isaías Cavalcanti da Silva, Rev. Jader de Faria Barros Netto, Rev. Leonardo Sahium, Rev. Luiz Longuini Neto, Rev. Marcelo Eliziário Vidal, Rev. Miguel Marques Rodrigues (jubilado), Rev. Nélio Pontes Quaresma (jubilado), Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha, Rev. Paulo Severino da Silva Filho, Rev. Silvanio Silas Ribeiro Cabrial e Rev. Vanúzio de Melo Ferreira.
Atualmente o PRJN tem sob sua jurisdição as Igrejas Presbiterianas (em ordem de organização): Rio de Janeiro (1862), Botafogo (1906), Caju (1908), Copacabana (1913), Tijuca (1967), Gávea (1967), Rio Comprido (1991), Vila Isabel (1992), São Cristóvão (1995), Luz do Mundo (1997), Muda Usina (1998), Ipanema-Leblon (2008), Américas (2009) e Libertas (2010). Há de se destacar que muitas outras igrejas presbiterianas no Brasil foram organizadas pelo Presbitério do Rio de Janeiro.
Nesse ano do seu 149º aniversário de organização, o Presbitério do Rio de Janeiro, tem a sua Mesa assim constituída:

Rev. Cid Pereira Caldas – Presidente
Rev. Haveraldo Ferreira Vargas Júnior – Vice-Presidente
Rev. Paulo Severino da Silva Filho – Secretário Executivo
Rev. Felipe Telles Ferreira – 1º Secretário
Rev. Anderson Dias de Abreu – 2º Secretário
Presb. Renato José Piragibe – Tesoureiro

                As Secretarias de Causas estão assim constituídas:

                  Presb. Marcos Antonio Gomes Brandão – Secretário do Trabalho da Infância
                  Rev. Deivson Vieira Torres – Secretário do Trabalho de Adolescentes
                  Rev. Alexandre Rodrigues Sena – Secretário do Trabalho de Mocidade
                  Rev. Marcelo Eliziário Vidal – Secretário do Trabalho Feminino
                  Rev. Jader de Faria Barros Neto – Secretário do Trabalho Masculino
                  Diác. Jorge Sarito Leite – Secretário do Trabalho Diaconal
                  Presb. Ilton Lamblet Fajardo – Secretário do Trabalho da Família
                  Rev. Éber Magalhães Lenz César – Secretário do Trabalho de Apoio Pastoral

Parabéns ao Presbitério do Rio de Janeiro, o número 1 do Brasil.


Diác. Nelson de Paula Pereira
Diretor do Museu da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
Coordenador do Centro de Documentação – CENDOC
nelsondepaula@catedralrio.org.br

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Perseverar até o fim



Perseverar até o fim

“... e por aumentar-se a iniquidade, o amor da maioria se esfriará.” Mateus 24. 12

                O texto em destaque faz parte do Sermão profético de Jesus (Mateus 24). Em algumas versões o versículo aparece com a seguinte interpretação: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” (RA); “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.” (RC); “A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará.” (NTLH).
                Esse texto é o segundo mais longo dos 6 discursos de Jesus. Também conhecido como “Discurso Escatológico de Cristo” ou “Discurso sobre as últimas coisas”. A mensagem profética não é apenas para eventos próximos, mas àqueles futuros. A queda de Jerusalém, ocorrida no ano 70 d.C é um exemplo.
                A ênfase principal do texto é que devemos estar sempre alertas, ativos e fiéis no serviço de Jesus até o dia do seu retono. Dia esse que ninguém sabe.
                Jesus destaca as figuras dos falsos profetas (v. 5). “Eu sou o Cristo...” esses desencaminharão a muitos e os que persistirem em ser desencaminhados mostram que jamais pertenceram ao verdadeiro rebanho de Cristo. Não foram predestinados.
                Sobre “...guerra e rumores de guerras” (v. 6), Jesus fez menção, pois na ocasião, o Império Romano estava no período da Pax Romana (28 a.C a 180 d.C) abalada décadas depois com a fragmentação do Império. Entretanto, tal instabilidade não pode ser vista como indicação da volta imediata de Jesus Cristo. Ao longo do tempo a Profecia alcança contínuo cumprimento quando o texto bíblico, no versículo 7, diz: “...nação se levantará contra nação, e reino contra reino” e isso temos visto ao longo dos séculos. Mas tais guerras não podem ser usadas como “fixadoras de datas”, pois produz “sinais errados”. O próprio Cristo disse: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” (v. 36).
                “Fomes e terremotos...” (v. 7), esses são outros eventos preditos. No período de 60 a 80 d.C a fome, a pestilência, os incêndios, os vulcões e os terremotos assolaram todo vasto Império. A erupção do Vesúvio em 70 d.C destruiu Pompéia. Muitos séculos depois vemos alguns fenômenos da natureza irrompendo no mundo: os terremotos em Lisboa (1755); na Calábria (1783); Nápoles (1857), que juntos ceifaram mais de 100 mil pessoas. Outros numa era mais recente: Charleston - EUA (1886); Assam - Índia (1897); Califórnia (1906); Messina – Itália (1908); Avezzano – Itália (1915); Turquia (1939); Kansu – China (1920); Japão (1923 e 2011); Chile (1939, 1960 e 2010); Peru (1970); e muitos outros. “Mas ainda não é o fim”. (v. 6).
                O ódio pelos cristãos será reiniciado (v. 9). O egoísmo celebrará triunfos, um após o outro. É tempo de perseverar.
                “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” (v. 12). Iniquidade aqui significa desregramento e não a imoralidade. Tal tipo de iniquidade destrói a confiança mútua entre os crentes, e a condição geral da maldade, prevalecente em qualquer sociedade, tende então por esfriar o fervor do amor fraternal que de outra maneira continuaria existindo.
                “O amor esfriará”,do verbo soprar a fim de esfriar, arrefecer. Palavra usada, também, para indicar a extinção de silêncio. Os sopros dos indivíduos apagam as chamas do amor, os sopros da apostasia, da iniquidade...esfriam as brasas..deixam cinzas...
                Não é apenas a perda do amor de “alguns” crentes uns pelos outros, mas de “muitos”, no seio da maioria, entre “quase todos” conforme a tradução.
                O amor da fraternidade, das coisas espirituais, arrefece, e então passa a governar a suspeita e a desconfiança.
                No período de perseguição a tendência é que todos se tornem egoístas, esquecendo-se uns dos outros, cada qual se importando consigo mesmo restando apenas o “amor-próprio”. Aqui entra a responsabilidade de cada cristão, como guardiões de nossos irmãos. Eles fazem parte da nossa responsabilidade e o serviço aos nossos semelhantes é também o serviço prestado a Deus.
                O texto profético nos dá uma instrução objetiva: “Aquele,porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” (v. 13). Os fiéis perseverarão e deverão perseverar, por serem fiéis. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações...” (v. 14). As palavras proféticas de Jesus se aplicam a um período muito mais além do que a destruição de Jerusalém. A profecia não proclama a aceitação de toda a humanidade da mensagem de Cristo, mas a sua divulgação por todo o mundo.
                “... Então,virá o fim.” (v. 14). Não se trata do fim de Jerusalém, mas o fim da era atual. O fim virá por conta da segunda vinda de Jesus.
                Não é a largada que coroa a corrida do cristão, mas a chegada. E, até a chegada, é preciso perseverar...permanecer firme!
                Não deixemos que o amor ao próximo se esfrie. E aqui o próximo são todos. Não importa quem seja. Deixemos as diferenças de lado. Não se deixe levar pela palavra torpe, “mal-dita” por alguém sobre outrem. Você viu e ouviu? Ou você ouviu dizer? Você experimentou, você sofreu “na pele”? Só podemos acreditar naquilo que vimos e ouvimos diretamente e não o que o outro viu e ouviu. Isso é fofoca! É pecado! E seremos cobrados diante de Deus naquele grande dia. Persevere no amor, na verdade. Uma palavra mentirosa, caluniadora tem o poder de destruição muito grande...é desastrosa...leva a morte...Meça as consequencias antes de “passar a diante” uma história que você “ouviu dizer”. O que você viu, é fato. O que ouviu, é só boato. Se você não ouviu com seus próprios ouvidos, ou não viu com seus próprios olhos. Não deixe sua mente pequena inventar coisas e sua boca espalhar.
A palavra de Deus é bem clara ao tratar da calúnia: 2ª Tm 3. 1-3: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas... desafeiçoados... caluniadores...”; Tt 3. 2: “Aconselhe que não falem mal de ninguém, mas que sejam calmos e pacíficos e tratem todos com educação.”; e Sl 50. 20: “Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles.” Da mentira: Sl 34. 13: “Então procurem não dizer coisas más e não contem mentiras.”; Sl 52. 3: “Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente.”; Pv 14. 5: “A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.”; João 8. 44: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”; Ef 4. 25: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”; e, 1ª Pe 3. 10: “Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras.” Sobre difamar: 2ª Tm 3. 1-5 “Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”; Tg 4. 11: “Meus irmãos, não falem mal uns dos outros.”; 1ª Pe 2. 1: “Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas.”; Sl 101. 5: “Destruirei aqueles que falam mal dos outros pelas costas...”; e, Pv 16. 28: “O homem... difamador separa os maiores amigos.” E por fim, sobre a fofoca: Lv 19. 16: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo teu próximo. Eu sou o SENHOR.”; Pv 11. 13: “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.”; Pv 20. 19: “O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.”; 1ª Tm 6. 20: “E tu... evitando os falatórios inúteis...”; 2ª Tm 2. 16: “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior...”; e, Tg 1. 26: “Alguém está pensando que é religioso? Se não souber controlar a língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo.”
                Amemo-nos uns aos outros como Cristo nos ama. Perseveremos firmes em oração e em santidade.
                Em oração,

Diác. Nelson de Paula Pereira +
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
nelsondepaula@catedralrio.org.br

terça-feira, 13 de maio de 2014

História do Partido dos Trabalhadores - PT, por Lúcia Hippólito

Aula de História

Por Lúcia Hippólito, comentarista política da CBN

“Nascimento” do PT

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.


10/02/1980 - Partido dos Trabalhadores é fundado
O PT surgiu como agente promotor de mudanças na vida de trabalhadores da cidade e do campo, militantes de esquerda, intelectuais e artistas. Foi oficializado partido político em 10 de fevereiro de 1980, pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral

“Crescimento” do PT

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.

O partido obteve em 1985 a sua primeira prefeitura de uma capital, Fortaleza. Maria Luíza Fontenele foi a primeira mulher a ser prefeita de uma capital.

“Maioridade” do PT

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - 01/03/2003. Momento da passagem da faixa presidencial pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quem ficou no PT?

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.

PT no Brasil


4 GOVERNADORES
13 SENADORES
89 DEPUTADOS FEDERAIS
94 DEPUTADOS ESTADUAIS
619 PREFEITOS

Membros Famosos


Lucia Hippolito

O PERIGO É O SILÊNCIO
Eu pediria a todos que receberem esse e-mail o favor de ler o texto por inteiro, com calma e atenção e, se puder e entender que seja pertinente, gastar um tempinho, para reenviá-lo a todos da sua lista.


Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914.
O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris. Como Presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.

Juscelino Kubitschek de Oliveira 

Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'. Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranquilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios. Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'.


A rainha Elizabeth (centro) posa para foto de família após a coroação de seu pai como o rei George VI em 12 de maio de 1937, em Londres. George ascendeu ao trono após a morte de seu pai, George V, e a subsequente abdicação do trono por parte de seu irmão mais velho, Edward


Brasília, 2005.
A primeira-dama (? que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer 'cidadania italiana' - e consegue. Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'. E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS?


A Justiça Federal de Brasília declarou nulo o passaporte diplomático concedido a Luís Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva.

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e o Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Richard Milhous Nixon (1913-1994)    

A carta de renúncia de Nixon

Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.

Lula em reunião ministerial, em 12 de agosto de 2005, fala sobre o mensalão: "Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis. Indignado pelas revelações que chocam o país e sobre as quais eu não tinha qualquer conhecimento. Não tenho nenhuma vergonha de dizer que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, precisa pedir desculpas

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair,' que vai sozinho à delegacia buscar o filho'. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Tony Blair acena para fotógrafos ao deixar a residência de primeiro-ministro ao lado da família: Euan, Leo (embaixo), Kathryn, Cherie e Nicholas

Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira'?

Fábio Luís Lula da Silva

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo 'EMB-195', da 'Embraer', por US$ 10 milhões.

Nova Delhi (Índia)- O presidente Lula é cumprimentado pelo presidente da Índia, Abdul Kalan, e pelo primeiro-ministro Atal Bijari, no Palácio Rashtrapati Bhawan.


Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. 'DO BRASIL NÃO SERVE'.

Airbus A319CJ FAB VC1A

E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos minutos?
Vamos repassar essa mensagem para nossos contatos?
Vamos dar ao BRASIL uma nova chance?
Ele precisa voltar para o caminho da dignidade.
Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e temos a OBRIGAÇÃO de acordar e lutar antes que seja tarde.

Reverendo Martin Luther King Jr. (1929-1968) 

'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.' Martin Luther King

Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher LG, OM, PC, FRS (1925-2013)

"O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros." Margaret Thatcher, Ex-Primeira Ministra da Grã-Bretanha.



Winston Leonard Spencer Churchill1 KG, OM, CH, TD, PC, DL, FRS, Hon. RA (1874-1965)

"O comunismo é a filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja. Sua virtude inerente é a distribuição equitativa da miséria." Winston Churchill, Ex-Primeiro Ministro Britânico.