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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Elizabeth II e os Presidentes dos EUA



Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961)
Mandato: 20 de janeiro de 2009 a atualidade.
44º Presidente dos EUA




George Walker Bush ((New Haven , 6 de julho de 1946)
Mandato: 20 de janeiro de 2001 a 20 de janeiro de 2009
43º Presidente dos EUA



William "Bill" Jefferson Clinton (Hope, Arkansas, 19 de Agosto de 19461 ), nascido William Jefferson Blythe III.
Mandato: 20 de janeiro de 1993 a 20 de janeiro de 2001
42º Pesidente dos EUA



George Herbert Walker Bush (Milton, Norfolk, 12 de junho de 1924)
Mandato: 20 de janeiro de 1989 a 20 de janeiro de 1993
41º Pesidente dos EUA




Ronald Wilson Reagan (Tampico, 6 de Fevereiro de 1911 — Los Angeles, 5 de Junho de 2004)
Mandato: 20 de janeiro de 1981 a 20 de janeiro de 1989
40º Presidente dos EUA



James Earl "Jimmy" Carter, Jr. (Plains, 1 de outubro de 1924)
Mandato: 20 de janeiro de 1977 a 20 de janeiro de 1981
39º Presidente dos EUA




Gerald Rudolph Ford, Jr. (nascido Leslie Lynch King, Jr.; Omaha, 14 de julho de 1913 — Rancho Mirage, 26 de dezembro de 2006)
Mandato: 09 de agosto de 1974 a 20 de janeiro de 1977
38º Presidente dos EUA





Richard Milhous Nixon (Yorba Linda, 9 de janeiro de 1913 — Nova Iorque, 22 de abril de 1994)
Mandato: 20 de janeiro de 1969 a 9 de agosto de 1974
37º Presidente dos EUA



John Fitzgerald Kennedy (Brookline, 29 de maio de 1917 — Dallas, 22 de novembro de 1963)
Mandato: 20 de janeiro de 1961 a 22 de novembro de 1963
35º Presidente dos EUA



Dwight David "Ike" Eisenhower (Denison, Texas, 14 de outubro de 1890 — Washington, 28 de março de 1969)
Mandato: 20 de janeiro de 1953 a 20 de janeiro de 1961
34º Presidente dos EUA





Harry S. Truman (Lamar, 8 de maio de 1884 – Kansas City, 26 de dezembro de 1972)
Mandato: 12 de abril de 1945 a 20 de janeiro de 1953
33º Presidente dos EUA




A Rainha Elizabeth II só não teve um encontro com o Presidente Lyndon Baines Johnson (Stonewall, 27 de agosto de 1908 – Stonewall, 22 de janeiro de 1973), frequentemente chamado de LBJ.
Mandato: 22 de novembro de 1963 a 20 de janeiro de 1969
36º Presidente dos EUA.
Um encontro com o Presidente LBJ não ocorreu apenas por uma questão de circunstância de que seus caminhos nunca se cruzaram, e não um caso de uma política externa específica por qualquer governo, nem uma questão pessoal.
A rainha teria seguramente conheceu Johnson se ela tivesse assistido ao funeral de JFK, mas ela estava grávida na época e não poderia fazer a viagem. O Príncipe Philip fez assistir e se reuniu com Johnson. O nascimento subsequente de Edward, em 1964, e a criação de seus outros filhos impedia de visitar regularmente no exterior na década de 1960, tanto quanto outras décadas. Ela não visitou os EUA entre 1957 e 1976.

Johnson, por outro lado, um grande viajante dentro os EUA, apenas ocasionalmente levou viagens fora do país (ao contrário de outros presidentes) e nunca fez uma viagem programada para a Europa. Johnson não era especialista em política foriegn, (o mesmo pode ser dito para o seu homólogo britânico Wilson) e por isso ele optou por se concentrar a sua Presidência em questões domésticas, com a notável exceção do Vietnã.

Viagens da rainha no exterior durante a presidência de Johnson discriminados:

1964: Uma única visita oficial, honrando o Canadá no Centenário da Confederação, em outubro do mesmo ano. Johnson estava em campanha durante esse tempo para a eleição do mês seguinte. Ele também tinha acabado de visitar o Canadá no mês anterior à assinatura do Tratado do Rio Columbia. Além disso, os EUA ainda estava se recuperando do assassinato de Kennedy, então o turbilhão social em torno de uma visita de Estado pela rainha não teria sido exatamente o caso.



Em 1965, ela fez apenas uma única viagem a dois países africanos. Ela fez anfitriã de Jacqueline Kennedy em maio de 1965, durante a inauguração de um memorial para JFK, em Runnymede, Inglaterra. Esta foi notável, uma vez que marcou uma das poucas vezes a Sra. Kennedy tinham viajado desde a morte de seu marido, assim, em muitos aspectos, este serviu como um evento "oficial" relação EUA-Reino Unido.


Em 1966, ela fez um longo cruzeiro para o Caribe com a família e uma breve visita a Bélgica.


Em 1967, teria sido a sua melhor chance de encontrar a Rainha, pois ela visitou Montreal e Expo 67, no final de junho. Mas a agenda de Johnson estava cheia: A guerra Israel-Egito começou naquele mês, ele estava empurrando a nomeação de Thurgood Marshall para a Suprema Corte no meio do mês, a China detonou sua primeira bomba nuclear, ao mesmo tempo, e ele tinha uma reunião de cúpula com premiê soviético Kosygin durante o tempo da rainha estava no Canadá.


Em 1968, ela fez apenas uma viagem de duas semanas para a América do Sul.


Já Johnson viajou extensivamente durante a sua presidência, mas quase tudo foi no mercado interno. Ele fez apenas uma visita de Estado oficial durante toda a sua presidência, em 1966, para a Ásia.
Uma viagem a noite para a Europa foi programada, para a Alemanha ao funeral de Konrad Adenauer, mas a Rainha não compareceu.

Johnson também teve que enfrentar as questões dos Direitos Civis e as questões do Vietnam. E a Rainha estava envolvida com a questão da independência da Rodésia e de questões da Comunidade Econômica Europeia - CEE.


A CEE é uma circunstância que se pode facilmente especular que manteve a Rainha e o Presidente LBJ distanteS também. Tentativas do Reino Unido para participar da CEE foram repetidamente contestada por De Gaulle, que viram o Reino Unido como sendo muito controlado pelos Estados Unidos.


Visitas de Estado oficiais entre a os EUA e o Reino Unido não teria sido um sábio-relações CEE mover no momento para o Reino Unido, especialmente quando se considera também a opinião de Europa Continental do envolvimento dos EUA no Vietnã.


Johnson se encontrou oficialmente e em particular com os primeiros-ministros Douglas-Home e Wilson em várias ocasiões durante a sua incumbência.


A rainha conheceu Gerald Ford somente durante a celebração do Bicentenário em 1976, quando ela visitou os EUA Ele não visitou a Inglaterra durante a sua presidência.






A Rainha Elizabeth II também conheceu o ex-presidente Herbert Clark Hoover (West Branch, 10 de agosto de 1874 – Nova Iorque, 20 de outubro de 1964).
Mandato: 04 de março de 1929 a 4 de março de 1933.
31º Presidente dos EUA




Elizabeth II (Elizabeth Alexandra Mary) (Londres, 21 de abril de 1926) é a atual monarca constitucional e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu , sendo, portanto, a chefe da Casa de Windsor . A rainha Isabel II é também a chefe da Comunidade de Nações, governante suprema da igreja da Inglaterra (também denominada igreja anglicana), comandante-em-chefe das Forças Armadas do Reino Unido, Lorde de Mann, Duque de Lancaster e Duque de Normandia; ela reina com esses títulos desde a morte de seu pai, rei Jorge VI, em 6 de fevereiro de 1952. Ela é atualmente a monarca britânica de mais longa duração e a segunda maior reinante; só a rainha Vitória, sua bisavó, reinou por mais tempo (o seu reinado foi de 63 anos e 7 meses, foi o mais longo até os dias de hoje - 2014).

Reinado: 06 de fevereiro de 1952 ao presente (62 anos)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quando você fica sem chão

Como é angustiante a sensação de "perder o chão". É triste! É deprimente!
Esse sentimento, se é que podemos chamar assim, muita das vezes acontece quando depositamos  e confiamos toda a nossa vida em algo ou alguém.
O pior é quando depositamos nossa vida, sonhos, planos, projetos, expectativas e tudo mais numa pessoa e ela de repente resolve sair da sua vida...por morte ou por separação. É um momento marcado por muita confusão, dúvidas, com a única certeza do desejo de querer paz e ser valorizado por tudo aquilo que se tem de melhor. A separação pode ser marcada pela oportunidade de refletir sobre tudo que se viveu, se permitiu viver e aprender a valorizar a capacidade de crescer cada vez mais, é definitivamente sair da zona de conforto.
Você não consegue ver mais nada a sua frente. O sol perde a luz, a lua perde o seu brilho, o sol não te aquece, o cheiro da sua comida preferida não faz mais sentido...ouvir música te faz piorar...filmes? nem pensar...
Como recomeçar? Essa é a via dolorosa. Não tem previsão de término. É um caminho dolorido, de espinhos, de feridas, de saudade, de recordação...nada tem sentido para você. Você quer dormir e só acordar quando tudo tiver passado... Ou tomar um remédio esperando que em poucos minutos tudo passe.
Desapegar, "desamar" é difícil. Ao seu redor tudo faz recordar o passado. O que fazer? Essa tarefa não é fácil. É difícil, mas não impossível.
Durante o período da saudade, vive-se uma alternância de raiva e tristeza. Raiva pelo que aconteceu e da forma que aconteceu e tristeza por tudo de bom que se viveu e não vive e não se viverá mais.
De fato, os momentos de saudade e tristeza pelas lembranças do passado são inevitáveis, mas é importante vivê-los consciente de todo o aprendizado, e dar ao passado o direito de existir sem que para isso precise te destruir. Ninguém pode evitar a sensação de abandono e a falta de quem se foi faz em sua vida, mas também ninguém pode te privar de que sinta uma força interior que aos poucos irá adquirir ao se permitir estar em paz consigo mesmo. E isso não tem preço!
O tempo é o melhor remédio? Sim. O tempo cura, fortalece, revigora...a espera que é dolorida. E nesse aspecto me vem a mente as palavras do Salmista Davi. "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer" (Salmos 30. 5). Mas esse passar a noite não é o tempo literal, kronos. É o tempo kairós. O tempo de Deus que "...um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia." (2ª Pedro 3. 8). Como saber quando essa aflição passará?
Um coisa é certa. Na vida tudo passa. E fica o aprendizado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ALDEIA MARACANÃ



(O prédio do antigo Museu do Índio, em 1989, já abandonado Ricardo Chvaicer - 23.05.1989.)


O Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais, mais tarde apenas Serviço de Proteção aos Índios (SPI), foi criado pelo Decreto-Lei nº 8.072, de 20 de junho de 1910, com o objetivo de ser o órgão do Governo Federal encarregado de executar a política indigenista. Sua principal finalidade era proteger os índios e, ao mesmo tempo, assegurar a implementação de uma estratégia de ocupação territorial do País.

Sua criação mudou profundamente o quadro da questão indígena no Brasil, tendo a Igreja deixado de ter a hegemonia no tocante ao trabalho de assistência junto aos índios, de modo que a política de catequese passou a coexistir com a política de proteção por parte do Estado, que passou a ser executada por meio do SPI. Além disso, estabeleceu-se uma maior centralização da política indigenista com a criação do órgão federal, tendo diminuído o papel que os estados desempenhavam em relação às decisões sobre o destino dos índios.

A criação do SPI é decorrente de um quadro que vinha se delineando desde o final do século XIX. Vale lembrar que a independência política do Brasil e o advento da monarquia não trouxeram mudanças significativas à política indigenista, que continuou a ser realizada nos mesmos moldes do Período Colonial, ou seja, com base na criação e manutenção de aldeamentos indígenas e por meio da catequese, inclusive com a participação de um leque maior de congregações religiosas.
A primeira Constituição brasileira, outorgada em 1824, ignorou completamente a existência das sociedades indígenas, prevalecendo uma concepção da sociedade brasileira como sendo homogênea, conseqüentemente, desconhecendo-se a diversidade étnica e cultural do país. O Ato Institucional de 1834 designava como sendo de competência das Assembleias das Províncias a tarefa de promover a catequese e de agrupar os índios em estabelecimentos coloniais, facilitando, com isso, a apropriação de suas terras.

No início do século XX, constatava-se que a catequese missionária não havia conseguido converter os índios, defender seus territórios contra invasores, nem impedir seu extermínio, seja em decorrência das doenças que os contagiavam, seja promovido por matadores profissionais, os chamados bugreiros, que eram contratados para limpar o terreno à imigração e à especulação de terras.

Essa situação foi agravada pelos trabalhos de abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que atravessava o território dos Kaingang, no estado de São Paulo, desencadeando uma disputa armada entre estes índios e os trabalhadores da estrada que virou notícia nacional. No Espírito Santo e em Minas Gerais, eram os Botocudo que lutavam para impedir a invasão de suas terras por colonos. Com a chegada de imigrantes europeus aos estados do Sul do País, sobretudo Santa Catarina e Paraná, acenderam-se as disputas por terras entre esses colonos e os índios que lá habitavam.

Em 1908, durante o XVI Congresso de Americanistas, que aconteceu em Viena, Áustria, houve denúncias de que o Brasil estava massacrando os índios, como parte de uma política nacional de extermínio destas populações. Essa má reputação internacional levou o governo federal a pensar numa ação de assistência e proteção leiga e privativa do Estado às populações indígenas.

Esse é, portanto, o contexto de criação do SPI: passava-se para as mãos do Governo Federal a incumbência de evitar o extermínio dos povos indígenas. Sua principal tarefa era "pacificar" os povos indígenas em luta contra segmentos da sociedade nacional, o que ocorria em diversos pontos do território brasileiro. Pretendia-se, assim, evitar as acirradas discussões na imprensa, que acabavam por promover uma péssima imagem do Brasil junto à opinião pública nacional e estrangeira.

O Serviço de Proteção aos Índios (SPI) ou Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais, parte constituinte do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC), foi um órgão público criado durante o governo do Presidente Nilo Peçanha, em 1910, com o objetivo de prestar assistência à população indígena do Brasil. O Serviço foi organizado pelo Marechal Rondon, seu primeiro diretor.

O então coronel Cândido Mariano da Silva Rondon foi convidado para dirigir o novo órgão. O militar positivista se notabilizara pelos trabalhos de instalação de redes telegráficas no interior do País, durante os quais havia mantido contato pacífico com vários povos indígenas.

Foram essas idéias positivistas que fundamentaram a política do Estado brasileiro para os povos indígenas na maior parte do século XX. Estabeleceu-se, assim, a chamada política de integração, em que o índio era reconhecido como sujeito transitório, ou seja, enquanto estivesse sendo preparado para ingressar na "civilização". Tal política apontava para o fim da diversidade étnica e cultural, pois reconhecia esta diversidade apenas como um estágio de desenvolvimento que se concluiria com a incorporação do índio à sociedade nacional.

A política integracionista fundava-se na crença de que a humanidade passaria, necessariamente, por um único processo evolutivo, do qual a civilização ocidental representaria o estágio mais avançado, além do que, não se reconhecia o caráter coletivo de tais populações. Em outras palavras, embora tenham passado a ser vistos como dignos de conviverem na comunhão nacional, eram tratados como culturalmente inferiores.

Por isso, o SPI desenvolvia uma política que propunha dar aos índios condições de evoluir lentamente, até integrarem-se à sociedade brasileira. Para tal, demarcava as terras dos índios e evitava que fossem invadidas, protegia-os da exploração de que eram vítimas por parte de alguns segmentos da sociedade brasileira (comerciantes, exploradores de produtos naturais etc.). Além disso, prestava atendimento de saúde, ensinava técnicas de cultivo, de administração de seus bens e vários ofícios e proporcionava educação formal.

A Constituição de 1934 foi a primeira das Constituições brasileiras a tratar dos direitos dos povos indígenas, tendo nela sido assegurada aos índios a posse de seus territórios e tendo sido atribuída à União a responsabilidade pela promoção da política indigenista. As Constituições de 1937 e de 1946 mantiveram esses mesmos pontos, numa clara demonstração da consolidação dos direitos indígenas perante as diferentes forças sociais e políticas da sociedade brasileira.

Em 1953, foi instalado, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o primeiro museu do índio da América Latina.O 

Por volta de 1957, o SPI entrou num processo de decadência administrativa e ideológica. O órgão passou a enfrentar problemas decorrentes dos conflitos de interesses com os estados, muitas vezes se submetendo a estes interesses, além de não se mostrar capaz de barrar o avanço nas terras indígenas, motivado por interesses econômicos, em diversos pontos do País.


Essa situação foi agravada quando funcionários do SPI passaram a enfrentar acusações de improbidade administrativa, inclusive com relação ao patrimônio indígena, o que acabou por repercutir, nacional e internacionalmente, uma imagem negativa da instituição.

Em 5 de dezembro de 1967, quando o regime militar já havia se instalado no Brasil, o SPI foi extinto, após uma devassa que acabou por apontar uma série de irregularidades em sua administração, tendo sido criada para substituí-lo a FUNAI.

O SPI, mesmo adotando uma política que não reconhecia os índios como povos diferenciados e prevendo a sua assimilação cultural, e a despeito das limitações para que efetivamente assegurasse a proteção dos povos indígenas do Brasil, ainda assim desempenhou um importante papel histórico para a sobrevivência dos povos indígenas, não restando dúvidas de que foi a sua existência e atuação que acabaram por fazer consolidar-se no País o sentimento de responsabilidade histórica para com as populações indígenas, assim como o respeito pela pessoa do índio.

O PRÉDIO

“O prédio onde funcionou, até 1976, o Museu do Índio, foi erguido por volta de 1905 pelo Ministério da Agricultura para sediar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) [que deu origem à Fundação Nacional do Índio], comandado pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que funcionou no local até 1972, quando Darcy Ribeiro instalou ali o Museu do Índio”.

Apesar do valor artístico, Teixeira lembra que o prédio, feito de pedra, ficou abandonado muito tempo. “Quando o Museu do Índio foi para Botafogo, em 1976, o edifício ficou abandonado, foi invadido e saqueado, roubaram todas as coisas de valor que tinha dentro, os degraus, arcos, a escadaria, portas, janelas, esquadrias. É uma pena, mas o prédio pode ser recuperado.”


A língua tupi exerceu forte influência sobre o português falado no Brasil. Maracanã é uma dessas palavras que usamos no dia-a-dia, originária dessa importante cultura. Pois bem, no complexo do Estádio do Maracanã existe uma ocupação indígena no mesmo local onde foi o antigo Museu do Índio, um imóvel que caso seja destruído só pode ser interpretado pelos cidadãos como ato que lesa o patrimônio cultural da Cidade do Rio de Janeiro.

Foi nesse local, onde hoje é o bairro do Maracanã e depois viria a ser construído o maior estádio de futebol do planeta para a Copa do Mundo de 1950, que em 1865 o Duque de Saxe (Luís Augusto Maria Eudes de Saxe-Coburgo-Gota) doou seu imóvel e terreno de 14.300 metros ao Império do Brasil para a Pesquisa da Cultura Indígena. Por volta de 1905, o local foi transformado em Museu do Índio pelo Ministério da Agricultura para sediar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI)

(Dom Luís Augusto, dona Leopoldina e dom Pedro Augusto, primeiro filho do casal e primeiro neto de dom Pedro II, em 1867.)

Museu do Índio funcionou nos arredores do Maracanã, na Zona Norte, de 1953 a 1977
Depois, foi transferido para Botafogo, sob a alegação de que prédio teria de ser demolido para construção de estação do metrô. 

A história do prédio está ligada à população indígena desde 1865, quando Luis Augusto Maria Eudes, duque de Saxe e genro de Dom Pedro II, doou o espaço à União para a construção de um centro de investigação da cultura indígena. Em 1910, o Marechal Rondon criou, no prédio, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Funai. Depois de anos de pesquisas etnológicas e linguísticas, e de registros de aspectos das culturas indígenas, em 19 de abril de 1953 foi inaugurado no local o Museu do Índio. Em 1977, ele foi transferido para o bairro de Botafogo, sob a alegação de que o prédio teria de ser demolido para construção de uma estação do metrô. O local guardava um acervo de 16 mil livros sobre a cultura indígena e era visitado por cerca de 3 mil pessoas diariamente.

Na época, o ex-diretor do museu Darcy Ribeiro revelou que a ideia era transferir a instituição para o Parque Laje, o que acabou não acontecendo por questões burocráticas.

A estação do metrô não saiu do papel. Em 1982, o Ministério da Agricultura cedeu o espaço à Cobal, que passou a organizar uma feira semanal no local. Como o prédio já estava em más condições de conservação, o evento ocorria no quintal. Mas, logo depois, a feira foi suspensa por falta de movimento. Em 1987, o Ministério da Agricultura anunciou um plano para transferir para o imóvel os seus funcionários que trabalhavam no Centro. A prefeitura também chegou a estudar um projeto para recuperar o imóvel, que acabou não vingando. Desde 2006, quando o local foi ocupado por índios, discute-se a demolição do imóvel dentro de um pacote de obras dos megaeventos.



FONTES:

Site da FUNAI: Acesso em 16/01/2013.

Site da Wikipédia:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_ao_%C3%8Dndio> Acesso em 16/01/2013.

Site Manchete On Line: Acesso em 16/01/2013.

Site do Jornal O Globo: Acesso em 16/01/2013.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

BISPO FALA A VERDADE


BISPO FALA A VERDADE

Por Dom Henrique Soares da Costa,
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente)fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a
castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho…
Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil!
Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranquilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

O GRUPO GUARARAPES BATE PALMAS AO BISPO DOM HENRIQUE SOARES. A DEFESA DA FAMÍLIA É FUNDAMENTAL PARA A DEFESA DA PÁTRIA. SEM DEUS E SEM FAMÍLIA TEREMOS O CAOS.
FAMÍLIA DESORGANIZADA PÁTRIA EM PERIGO. LEIAM E MEDITEM.
REPASSEM, AMIGO
GRUPO GUARARAPES                          doc. nº 119- 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

UM MILAGRE


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geleia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.

- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.

- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.

- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.

- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:

- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.

Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.

Fonte: recebido por e-mail.