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quinta-feira, 22 de março de 2018

A PRIMEIRA PASTORA PRESBITERIANA ORDENADA

Reverenda Louisa Mariah Layman Woosley (1862-1952)


Louisa Mariah Layman Woosley (1862-1952) foi a primeira mulher ministra de uma denominação presbiteriana americana. Ordenada no final do século XIX, apesar das normas sociais vigentes da época, ela serve hoje como uma inspiração para qualquer uma que tenta romper um teto de vidro.
Em 1874, aos 12 anos, Louisa Mariah Layman sentiu pela primeira vez o chamado para o ministério durante uma reunião de avivamento batista. “nunca tendo ouvir falar de uma pregadora”, ela escreveu mais tarde em Shall Woman Preach?, “e sabendo que haveria oposição, tentei me persuadir de que não era certo que as mulheres pregassem. Eu estava sem instrução e muitos obstáculos estavam no caminho; e para dizer o mínimo, a luta foi dura. Assim, passei meus dias de infância. ”[1]
Aos 18 anos, ela se casou com Curtis G. Woosley (1859-1930), um membro da Macedonia Cumberland Presbyterian Church nos arredores de Caneyville, Kentucky. O casal teve dois filhos: Alice Vianna Woosley Slaton (1880–1976) e Jasper Lovelace Woosley (1881–1964). Louisa Woosley esperava que seu marido entrasse no ministério para que ela pudesse se tornar a esposa de um ministro. Curtis permaneceu uma pessoa leiga, no entanto, provocando um período de depressão profunda para Louisa.

Delegados da Assembleia Geral da Cumberland Presbyterian Church (c. 1900)


“Durante esse tempo a escuridão aumentou; a tempestade bateu forte contra mim. Assim passaram-se meses e eu estava tão infeliz que minha vida era um fardo, e eu não me importava em viver: e ainda assim meu caminho não estava morto - eu tinha medo de morrer”. [2]

Quando a filha dos Woosley ficou doente, Louisa rogou a Deus para que ela pudesse ser pregadora se a criança se recuperasse. A criança se recuperou, e ainda assim Louisa hesitou. Em 1882, após um período intenso de estudos bíblicos, onde encontrou apoio bíblico para a ideia de ministras, ela sofreu seu próprio período de doença e ficou confinada à cama por seis meses.

Foi então que Woosley se entregou totalmente a Deus e redobrou sua determinação a pregar. “Minha saúde começou […] a melhorar. Eu não dei a conhecer a ninguém a minha intenção de pregar o evangelho, estando totalmente determinada a melhorar na primeira oportunidade oferecida. ”[3]

Sua chance veio em 1 de janeiro de 1887, quando um ministro não chegou a uma pequena igreja de Caneyville. A sessão da igreja, sabendo do profundo conhecimento de Woosley sobre a Bíblia, pediu-lhe que conduzisse o serviço do Ano Novo.
“E pela primeira vez na vida fui até a mesa sagrada e abri minha boca para Deus”, escreveu Woosley. “Oh, essa foi uma hora preciosa - um momento especial na minha memória.” [4]

De acordo com sua autobiografia, Woosley tornou-se uma pregadora de sucesso na denominação da Cumberland Presbyterian Church (CPC). Nos quatro anos seguintes, ela fez 912 sermões e recebeu 2.000 profissões de fé. Ela também publicou “Shall Woman Preach?” (Devem as mulheres pregar?), que incluiu sua autobiografia, bem como uma análise da Bíblia em relação às ministras do sexo feminino. Woosley argumentou que negar às mulheres o direito de pregar também negava o Espírito Santo.

O Presbitério de Nolin ordenou-a ao pleno ministério em novembro de 1889. Quando o Sínodo de Kentucky ordenou sua remoção do rol de pastores, o presbitério recusou. Em 1890 e 1894, o presbitério também elegeu Woosley como delegada suplente para a Assembleia Geral. Congregações e meados dos conselhos dentro da CPC tinham um maior senso de autonomia do que os corpos correspondentes em outras denominações presbiterianas. As ações do Presbitério de Nolin em apoio a Woosley foram possíveis justamente pela autonomia dessa denominação.

Em 1894, a Assembleia Geral do CPC aprovou Woosley como uma evangelista leiga em uma decisão que passou por uma pequena margem de 15 votos. Muitos defenderam o resultado com base na autonomia do conselho, mesmo que não estivessem pessoalmente preparados para aceitar ministras mulheres.

Reverenda Margaret Ellen Townerr, a primeira ministra ordenada pela PCUSA.

A questão da ordenação de mulheres persistiu na Cumberland Presbyterian Church durante anos. Pelo menos outras sete mulheres que foram ordenadas por órgãos da CPC nunca receberam a plena aceitação da Assembleia Geral. Somente em 1921, 32 anos após a ordenação da ReverendA Woosley pelo Presbitério de Nolin - a Assembleia Geral do CPC decidiu que as mulheres poderiam ser ordenadas como ministras, presbíteras e diaconisas. Essa decisão foi 35 anos antes da Presbyterian Church in the U.S.A. - PCUSA tomar uma ação semelhante, em 1956, e ordenar Margaret Ellen Towner sua primeira ministra. A Presbyterian Church in the U.S. - PCUS aprovou a ordenação de ministras mulheres em 1964. Rachel Henderlite (1905-1991) foi a primeira ministra daquela denominação.

Reverenda Rachel Henderlite (1905-1991), a primeira ministra ordenada pela PCUS.


David K.
Presbyterian Historical Society

Fontes:
K. David. Louisa Woosley and the Sacred Desk. In: Presbyterian Historical Society. Disponível em:   Acesso em: 22/03/2018.

[1] Woosley, Louisa. Shall Woman Preach? Or the Question Answered (Caneyville, Ky.: 1891), 190.
[2] Shall Woman Preach?, 190-191.
[3] Shall Woman Preach?, 195.
[4] Shall Woman Preach?, 195.

sábado, 27 de janeiro de 2018

LEMBRANÇAS DO CORAÇÃO

Revisitando o meu blog vi que esse texto estava perdido entre os rascunhos...não me lembro a data em que comecei a escrever, mas considerei oportuno publicá-lo...

Prof. Ilka Paiva regendo o Coral Canuto Regis.
Ano após ano no Culto de Louvor do Coral Canuto Regis, da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, da qual faço parte, recordo-me de pessoas tão queridas com quem eu tive a oportunidade de conviver: Newton Gomes de Paiva, Iracema Simon, Joaquim Silva, Juvenil Medeiros, Eunice Massière e tantas outras. Todas dormem no Senhor. Mas a pessoa que mais me vem a mente é a figura da minha querida Prof. Ilka Ferreira Gomes de Paiva.

Os mês de dezembro especificamente era vivido por ela com muita intensidade, os hinos com temas de natal, a expressão musical que ela possuía e conseguia transmitir a todos os coristas do Coral era algo envolvente e quem viveu não esquece.



No Culto de Louvor, que ocorre todos os terceiros domingos a noite no mês de dezembro, cantamos como encerramento do culto o Cântico de Natal - música de Adolphe Adams com tradução e adaptação de Canuto Regis - e sempre que o Coral canta essa música eu volto o meu pensamento ao passado e tento recordar dos bons momentos que desfrutamos com essas pessoas tão queridas, especialmente a da querida Ilka Paiva.



É nesse espírito que publico hoje uma pequena síntese biográfica dessa Dama Cristã que foi a Prof. Ilka, e um texto que elaborei quando do seu falecimento.



Que o exemplo desses homens e mulheres fiéis e dedicados sejam seguidos por todos nós.



Nelson de Paula Pereira


Ilka Ferreira Gomes de Paiva

Prof. Ilka Paiva regendo o Coral Canuto Regis.
  Nasceu em 03 de junho de 1920, na cidade de Nova Friburgo – RJ, seus pais eram Aurino Ferreira e Idalina Ferreira. Casou-se em 18 de dezembro de 1942 com Newton Gomes de Paiva, na Igreja Presbiteriana do Riachuelo, da qual era membro, sendo o oficiante o Rev. Galdino Moreira.


Ilka Ferreira Gomes de Paiva
        Formou-se em Técnico de Educação Musical a Artística e Professora primária pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1942. Realizou estudos particulares de piano, inclusive com o professor Julio de Oliveira, estudou técnica vocal com a professora Liberata Navarro, cursou música no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico com o Maestro Heitor Villa Lobos tendo sido escolhida para reger o coral na cerimônia de formatura.


Maestro Heitor Villa-Lobos e alunos, em destaque a Prof. Ilka Paiva.
Na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro foi recebida por jurisdição em 01 de abril de 1947, pelo saudoso Rev. Amantino Adorno Vassão.


Prof. Ilka Paiva e Presb. Newton Gomes de Paiva.
Em 1949, a convite do Professor Canuto Regis, Orientador de música do Estado do Rio de Janeiro, foi transferida para o SEMA - Serviço Musical e Artística do Estado. Em 1953 assumiu a regência do coral da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro – atual Coral Canuto Regis – até 1983 quando passou a regência para Anita Lins.


Prof. Canuto Roque Regis e o Coral da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Anita Lins, Rev. Guilhermino Cunha e Prof. Ilka Paiva
Anita Lins regendo o Coral Canuto Regis.
Na igreja, além de regente, foi Professora da Escola Dominical (adolescentes e jovens) no período de 1943 a 1963, Conselheira do Departamento de Moças da Sociedade Auxiliadora Feminina - SAF. Foi sócia ativa da SAF-Rio. Realizou palestras em muitas Igrejas Presbiterianas no Rio de Janeiro.


Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião o Diác. Nelson de Paula Pereira canta o hino de Julio de Oliveira - "Olhai para os lírios do campo" - juntamente com Ruth Santos.

Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião Ruth Santos canta o hino de Julio de Oliveira - "Olhai para os lírios do campo" - juntamente com Diác. Nelson de Paula Pereira .

Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião Ruth Santos entrega um ramos de Lírios do Campo a Prof. Ilka Paiva.

           Em 2001, com a transferência da Maestrina Anita Lins para a Cidade de Brasília, Ilka assume a regência do Coral por mais um ano. Em 2002 o Rev. Cid Pereira Caldas assume a regência.


Rev. Cid Pereira Caldas regendo o Coral Canuto Regis.

Rev. Cid Pereira Caldas regendo o Coral Canuto Regis.

          Ilka faleceu em 16 de novembro de 2003.


Prof. Ilka Ferreira Gomes de Paiva


Nelson de Paula Pereira

CURAMOS NOSSOS CORAÇÕES ATRAVÉS DO PERDÃO



Como podemos perdoar aqueles que não querem ser perdoados? Nosso maior desejo é que o perdão que oferecemos será recebido. Essa reciprocidade entre dar e receber é o que cria paz e harmonia. Mas se a nossa condição para o perdão é que será recebida, raramente vamos perdoar! Perdoar o outro é antes de mais um movimento interno. É um ato que remove raiva, amargura e desejo de vingança de nossos corações e nos ajuda a recuperar nossa dignidade humana. Não podemos forçar aqueles que queremos perdoar em aceitar o nosso perdão. Eles podem não ser capazes ou dispostos a fazê-lo. Eles podem até nem saber nem sentir que nos feriram.

As únicas pessoas que podemos realmente mudar são nós mesmos. Perdoar os outros é antes de mais curar nossos próprios corações.

Henri Nouwen

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PERDÃO, O CAMINHO DA LIBERDADE



Perdoar uma pessoa é um ato de libertação. Nós colocamos essa pessoa livre dos laços negativos que existem entre nós. Nós dizemos: "Eu não mantenho sua ofensa contra você", mas há mais. Nós também nos libertamos do fardo de ser o "ofendido". Enquanto não perdoarmos aqueles que nos feriram, nós os carregamos com a gente ou, pior, puxamo-os como uma carga pesada. 

A grande tentação é se apegar aos nossos inimigos e então nos definir como sendo ofendido e ferido por eles. 

O perdão, portanto, não libera o outro, mas também a nós mesmos. É o caminho para a liberdade dos filhos de Deus.


Henri Nouwen

sábado, 20 de janeiro de 2018

PATRONO DA INDEPENDÊNCIA

Desenho de Sébastien Auguste Sisson (1824 – 1893), retratando o "Patriarca da Independência", José Bonifácio de Andrada e Silva.

Após 196 anos da proclamação da Independência do Brasil (1822-2018), a Lei n° 13.625/2018, de autoria do Deputado Federal João Paulo Papa, de São Paulo, o Patriarca da Independência - como era, até então conhecido José Bonifácio - é reconhecido oficialmente como Patrono da Independência. 

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (1763-1838), era natural de Santos, SP. Foi um grande estadista brasileiro. Conhecido como o Patriarca da Independência, por seu papel no processo de independência do Brasil de Portugal em 1822. Foi Ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros. Irmão de Manuel Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, os três eram conhecidos como "os irmãos Andrada". José Bonifácio foi tutor de Dom Pedro II, na época do período regencial brasileiro. Foi naturalista, descobrindo quatro minerais, um deles a petalita, o que mais tarde possibilitou a descoberta do lítio e andradita, este último nome dado em sua homenagem. Foi Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho, a mais alta posição hierárquica maçônica. 

O monumento que vemos está localizado no Largo São Francisco de Paula, no Centro do Rio de Janeiro. Uma homenagem do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, de autoria do escultor francês Louis Rochet (1813-1878). Inaugurado em 07/09/1872, na presença do Imperador Dom Pedro II (1825-1891). José Bonifácio faleceu aos 75 anos de idade em Niterói, RJ, em 06/04/1838 e seu corpo transladado para a Corte e velado por 20 dias na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, RJ. 

Monumento em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva. Largo São Francisco de Paulo, Centro, Rio de Janeiro, RJ.


Sua filha, Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada transladou o corpo do pai para a capela mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Santos, SP. A sepultura ficou esquecida, até que em 1869, o artista circense, Antônio Carlos do Carmo, colocou uma lápide para identificação do túmulo do Patriarca da Independência. Em 1821, iniciou-se a construção do Panteão dos Andradas, inaugurado em 1822, na capela mor. O conjunto escultórico é de autoria do escultor José Maria Oscar Rodolpho Berdadelli y Thierry (1852-1931). Bernardelli representou o Patriarca da Independência no leito de morte. Bernardelli era mexicano, mas naturalizou-se brasileiro em 1874.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Centro, Rio de Janeiro, RJ.
Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo em Santos, SP.
Panteon dos Andradas

Panteon dos Andradas

sábado, 30 de dezembro de 2017

A ÚLTIMA HORA


Filhinhos, é chegada a última hora.  I João 2. 18

Com a vinda de Deus na história já estamos no tempo “último”, depois do qual a passagem final será a segunda e definitiva vinda de Cristo. Naturalmente fala-se, aqui, da qualidade do tempo, não da quantidade. Com Jesus veio a “plenitude” do tempo, plenitude de significado e plenitude de salvação. E não haverá uma nova revelação, mas a manifestação plena do que Jesus já revelou. Neste sentido estamos na “última hora”; cada momento da nossa vida não é provisório, é definitivo, e cada uma das nossas ações está cheia de eternidade, portanto tomemos cuidado com nossas ações e omissões, uma palavra “mal dita”, mata! Não passe adiante uma história que você não viu com os seus olhos e não ouviu com os seus ouvidos. Tal atitude pode destruir a honra, a moral e a vida de uma pessoa e você será cobrado por Deus. Isso é difamação. Além de ser crime, é pecado! (Salmos 15. 1-3; Provérbios 10. 18; 16.28). No final, todos comparecerão diante do Tribunal de Cristo, todos! (Romanos 14. 10; II Coríntios 5. 10).

Com efeito, a resposta que damos hoje a Deus, que nos ama em Jesus Cristo, incide sobre o nosso futuro. A visão bíblica e cristã do tempo e da história não é cíclica, e sim linear: é um caminho que se orienta para um cumprimento. Por conseguinte, um ano que transcorreu não nos leva a uma realidade que acaba, mas a uma realidade que se cumpre, é mais um passo rumo à meta que está diante de nós: uma meta de esperança e uma meta de felicidade, porque encontramos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria.

ORAÇÃO
Deus, em cujo nome começaremos uma nova etapa da nossa peregrinação terrena, nos ensine a acolher o Deus feito homem, para que cada ano, mês e dia esteja repleto do seu amor eterno. Assim seja!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MINISTÉRIO E VIDA ESPIRITUAL



Todas as palavras e ações de Jesus emergem de suas relações íntimas com seu Pai. "Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo não as digo em minha própria autoridade; mas o Pai, que habita em mim, realiza as suas obras. Crede-me quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; crede-o, ao menos por causa das mesmas obras." (João 14: 10-11).

Assim como todas as palavras e ações de Jesus emergem de sua comunhão com seu Pai, então todas as nossas palavras e ações devem emergir da nossa comunhão com Jesus. "Em verdade, em verdade vos asseguro que aquele que crê em mim fará também as obras que Eu faço e outras maiores fará, pois eu vou para o meu Pai. E assim, seja o que for que vós pedirdes em meu Nome, isso Eu farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho."_ (João 14: 12-13). É essa verdade profunda que revela a relação entre a vida espiritual e a vida do ministério.

Henri Nouwen