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sábado, 27 de janeiro de 2018

LEMBRANÇAS DO CORAÇÃO

Revisitando o meu blog vi que esse texto estava perdido entre os rascunhos...não me lembro a data em que comecei a escrever, mas considerei oportuno publicá-lo...

Prof. Ilka Paiva regendo o Coral Canuto Regis.
Ano após ano no Culto de Louvor do Coral Canuto Regis, da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, da qual faço parte, recordo-me de pessoas tão queridas com quem eu tive a oportunidade de conviver: Newton Gomes de Paiva, Iracema Simon, Joaquim Silva, Juvenil Medeiros, Eunice Massière e tantas outras. Todas dormem no Senhor. Mas a pessoa que mais me vem a mente é a figura da minha querida Prof. Ilka Ferreira Gomes de Paiva.

Os mês de dezembro especificamente era vivido por ela com muita intensidade, os hinos com temas de natal, a expressão musical que ela possuía e conseguia transmitir a todos os coristas do Coral era algo envolvente e quem viveu não esquece.



No Culto de Louvor, que ocorre todos os terceiros domingos a noite no mês de dezembro, cantamos como encerramento do culto o Cântico de Natal - música de Adolphe Adams com tradução e adaptação de Canuto Regis - e sempre que o Coral canta essa música eu volto o meu pensamento ao passado e tento recordar dos bons momentos que desfrutamos com essas pessoas tão queridas, especialmente a da querida Ilka Paiva.



É nesse espírito que publico hoje uma pequena síntese biográfica dessa Dama Cristã que foi a Prof. Ilka, e um texto que elaborei quando do seu falecimento.



Que o exemplo desses homens e mulheres fiéis e dedicados sejam seguidos por todos nós.



Nelson de Paula Pereira


Ilka Ferreira Gomes de Paiva

Prof. Ilka Paiva regendo o Coral Canuto Regis.
  Nasceu em 03 de junho de 1920, na cidade de Nova Friburgo – RJ, seus pais eram Aurino Ferreira e Idalina Ferreira. Casou-se em 18 de dezembro de 1942 com Newton Gomes de Paiva, na Igreja Presbiteriana do Riachuelo, da qual era membro, sendo o oficiante o Rev. Galdino Moreira.


Ilka Ferreira Gomes de Paiva
        Formou-se em Técnico de Educação Musical a Artística e Professora primária pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1942. Realizou estudos particulares de piano, inclusive com o professor Julio de Oliveira, estudou técnica vocal com a professora Liberata Navarro, cursou música no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico com o Maestro Heitor Villa Lobos tendo sido escolhida para reger o coral na cerimônia de formatura.


Maestro Heitor Villa-Lobos e alunos, em destaque a Prof. Ilka Paiva.
Na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro foi recebida por jurisdição em 01 de abril de 1947, pelo saudoso Rev. Amantino Adorno Vassão.


Prof. Ilka Paiva e Presb. Newton Gomes de Paiva.
Em 1949, a convite do Professor Canuto Regis, Orientador de música do Estado do Rio de Janeiro, foi transferida para o SEMA - Serviço Musical e Artística do Estado. Em 1953 assumiu a regência do coral da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro – atual Coral Canuto Regis – até 1983 quando passou a regência para Anita Lins.


Prof. Canuto Roque Regis e o Coral da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Anita Lins, Rev. Guilhermino Cunha e Prof. Ilka Paiva
Anita Lins regendo o Coral Canuto Regis.
Na igreja, além de regente, foi Professora da Escola Dominical (adolescentes e jovens) no período de 1943 a 1963, Conselheira do Departamento de Moças da Sociedade Auxiliadora Feminina - SAF. Foi sócia ativa da SAF-Rio. Realizou palestras em muitas Igrejas Presbiterianas no Rio de Janeiro.


Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião o Diác. Nelson de Paula Pereira canta o hino de Julio de Oliveira - "Olhai para os lírios do campo" - juntamente com Ruth Santos.

Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião Ruth Santos canta o hino de Julio de Oliveira - "Olhai para os lírios do campo" - juntamente com Diác. Nelson de Paula Pereira .

Aniversário de 80 anos da  Prof. Ilka Paiva - Na ocasião Ruth Santos entrega um ramos de Lírios do Campo a Prof. Ilka Paiva.

           Em 2001, com a transferência da Maestrina Anita Lins para a Cidade de Brasília, Ilka assume a regência do Coral por mais um ano. Em 2002 o Rev. Cid Pereira Caldas assume a regência.


Rev. Cid Pereira Caldas regendo o Coral Canuto Regis.

Rev. Cid Pereira Caldas regendo o Coral Canuto Regis.

          Ilka faleceu em 16 de novembro de 2003.


Prof. Ilka Ferreira Gomes de Paiva


Nelson de Paula Pereira

CURAMOS NOSSOS CORAÇÕES ATRAVÉS DO PERDÃO



Como podemos perdoar aqueles que não querem ser perdoados? Nosso maior desejo é que o perdão que oferecemos será recebido. Essa reciprocidade entre dar e receber é o que cria paz e harmonia. Mas se a nossa condição para o perdão é que será recebida, raramente vamos perdoar! Perdoar o outro é antes de mais um movimento interno. É um ato que remove raiva, amargura e desejo de vingança de nossos corações e nos ajuda a recuperar nossa dignidade humana. Não podemos forçar aqueles que queremos perdoar em aceitar o nosso perdão. Eles podem não ser capazes ou dispostos a fazê-lo. Eles podem até nem saber nem sentir que nos feriram.

As únicas pessoas que podemos realmente mudar são nós mesmos. Perdoar os outros é antes de mais curar nossos próprios corações.

Henri Nouwen

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PERDÃO, O CAMINHO DA LIBERDADE



Perdoar uma pessoa é um ato de libertação. Nós colocamos essa pessoa livre dos laços negativos que existem entre nós. Nós dizemos: "Eu não mantenho sua ofensa contra você", mas há mais. Nós também nos libertamos do fardo de ser o "ofendido". Enquanto não perdoarmos aqueles que nos feriram, nós os carregamos com a gente ou, pior, puxamo-os como uma carga pesada. 

A grande tentação é se apegar aos nossos inimigos e então nos definir como sendo ofendido e ferido por eles. 

O perdão, portanto, não libera o outro, mas também a nós mesmos. É o caminho para a liberdade dos filhos de Deus.


Henri Nouwen

sábado, 20 de janeiro de 2018

PATRONO DA INDEPENDÊNCIA

Desenho de Sébastien Auguste Sisson (1824 – 1893), retratando o "Patriarca da Independência", José Bonifácio de Andrada e Silva.

Após 196 anos da proclamação da Independência do Brasil (1822-2018), a Lei n° 13.625/2018, de autoria do Deputado Federal João Paulo Papa, de São Paulo, o Patriarca da Independência - como era, até então conhecido José Bonifácio - é reconhecido oficialmente como Patrono da Independência. 

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (1763-1838), era natural de Santos, SP. Foi um grande estadista brasileiro. Conhecido como o Patriarca da Independência, por seu papel no processo de independência do Brasil de Portugal em 1822. Foi Ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros. Irmão de Manuel Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, os três eram conhecidos como "os irmãos Andrada". José Bonifácio foi tutor de Dom Pedro II, na época do período regencial brasileiro. Foi naturalista, descobrindo quatro minerais, um deles a petalita, o que mais tarde possibilitou a descoberta do lítio e andradita, este último nome dado em sua homenagem. Foi Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho, a mais alta posição hierárquica maçônica. 

O monumento que vemos está localizado no Largo São Francisco de Paula, no Centro do Rio de Janeiro. Uma homenagem do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, de autoria do escultor francês Louis Rochet (1813-1878). Inaugurado em 07/09/1872, na presença do Imperador Dom Pedro II (1825-1891). José Bonifácio faleceu aos 75 anos de idade em Niterói, RJ, em 06/04/1838 e seu corpo transladado para a Corte e velado por 20 dias na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, RJ. 

Monumento em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva. Largo São Francisco de Paulo, Centro, Rio de Janeiro, RJ.


Sua filha, Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada transladou o corpo do pai para a capela mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Santos, SP. A sepultura ficou esquecida, até que em 1869, o artista circense, Antônio Carlos do Carmo, colocou uma lápide para identificação do túmulo do Patriarca da Independência. Em 1821, iniciou-se a construção do Panteão dos Andradas, inaugurado em 1822, na capela mor. O conjunto escultórico é de autoria do escultor José Maria Oscar Rodolpho Berdadelli y Thierry (1852-1931). Bernardelli representou o Patriarca da Independência no leito de morte. Bernardelli era mexicano, mas naturalizou-se brasileiro em 1874.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Centro, Rio de Janeiro, RJ.
Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo em Santos, SP.
Panteon dos Andradas

Panteon dos Andradas

sábado, 30 de dezembro de 2017

A ÚLTIMA HORA


Filhinhos, é chegada a última hora.  I João 2. 18

Com a vinda de Deus na história já estamos no tempo “último”, depois do qual a passagem final será a segunda e definitiva vinda de Cristo. Naturalmente fala-se, aqui, da qualidade do tempo, não da quantidade. Com Jesus veio a “plenitude” do tempo, plenitude de significado e plenitude de salvação. E não haverá uma nova revelação, mas a manifestação plena do que Jesus já revelou. Neste sentido estamos na “última hora”; cada momento da nossa vida não é provisório, é definitivo, e cada uma das nossas ações está cheia de eternidade, portanto tomemos cuidado com nossas ações e omissões, uma palavra “mal dita”, mata! Não passe adiante uma história que você não viu com os seus olhos e não ouviu com os seus ouvidos. Tal atitude pode destruir a honra, a moral e a vida de uma pessoa e você será cobrado por Deus. Isso é difamação. Além de ser crime, é pecado! (Salmos 15. 1-3; Provérbios 10. 18; 16.28). No final, todos comparecerão diante do Tribunal de Cristo, todos! (Romanos 14. 10; II Coríntios 5. 10).

Com efeito, a resposta que damos hoje a Deus, que nos ama em Jesus Cristo, incide sobre o nosso futuro. A visão bíblica e cristã do tempo e da história não é cíclica, e sim linear: é um caminho que se orienta para um cumprimento. Por conseguinte, um ano que transcorreu não nos leva a uma realidade que acaba, mas a uma realidade que se cumpre, é mais um passo rumo à meta que está diante de nós: uma meta de esperança e uma meta de felicidade, porque encontramos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria.

ORAÇÃO
Deus, em cujo nome começaremos uma nova etapa da nossa peregrinação terrena, nos ensine a acolher o Deus feito homem, para que cada ano, mês e dia esteja repleto do seu amor eterno. Assim seja!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MINISTÉRIO E VIDA ESPIRITUAL



Todas as palavras e ações de Jesus emergem de suas relações íntimas com seu Pai. "Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo não as digo em minha própria autoridade; mas o Pai, que habita em mim, realiza as suas obras. Crede-me quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; crede-o, ao menos por causa das mesmas obras." (João 14: 10-11).

Assim como todas as palavras e ações de Jesus emergem de sua comunhão com seu Pai, então todas as nossas palavras e ações devem emergir da nossa comunhão com Jesus. "Em verdade, em verdade vos asseguro que aquele que crê em mim fará também as obras que Eu faço e outras maiores fará, pois eu vou para o meu Pai. E assim, seja o que for que vós pedirdes em meu Nome, isso Eu farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho."_ (João 14: 12-13). É essa verdade profunda que revela a relação entre a vida espiritual e a vida do ministério.

Henri Nouwen

domingo, 12 de novembro de 2017

NA MEMÓRIA DE JESUS E DOS SANTOS



Pertencer à comunhão dos santos significa estar conectado com todas as pessoas transformadas pelo Espírito de Jesus. Essa conexão é profunda e íntima. Aqueles que viveram como irmãos e irmãs de Jesus continuam a viver dentro de nós, mesmo que tenham morrido, assim como Jesus continua a viver dentro de nós, mesmo que ele tenha morrido.

Vivemos nossas vidas em memória de Jesus e dos santos, e essa memória é uma presença real. Jesus e seus santos fazem parte do nosso conhecimento mais íntimo e espiritual de Deus. Eles nos inspiram, nos guiam, nos encorajam e nos dão esperança. Eles são a fonte de nossa constante transformação. Sim, nós os carregamos em nossos corpos e assim os mantém vivos para todos com quem vivemos e trabalhamos.

Henri Nouwen