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segunda-feira, 2 de julho de 2012

BISPO FALA A VERDADE


BISPO FALA A VERDADE

Por Dom Henrique Soares da Costa,
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente)fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a
castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho…
Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil!
Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranquilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

O GRUPO GUARARAPES BATE PALMAS AO BISPO DOM HENRIQUE SOARES. A DEFESA DA FAMÍLIA É FUNDAMENTAL PARA A DEFESA DA PÁTRIA. SEM DEUS E SEM FAMÍLIA TEREMOS O CAOS.
FAMÍLIA DESORGANIZADA PÁTRIA EM PERIGO. LEIAM E MEDITEM.
REPASSEM, AMIGO
GRUPO GUARARAPES                          doc. nº 119- 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

UM MILAGRE


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geleia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.

- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.

- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.

- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.

- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:

- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.

Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.

Fonte: recebido por e-mail.

domingo, 13 de maio de 2012

HISTÓRIA DO DIA DAS MÃES NO BRASIL


Foi no templo da Igreja Presbiteriana da Mangueira, como é conhecida a Igreja Presbiteriana de Salvador, Bahia, que o REV. MATTATHIAS GOMES DOS SANTOS celebrou pela primeira vez no Brasil, o Dia das Mães e sobre esse fato transcrevemos uma pequena nota, mas de grande significado:

“A PRIMEIRA SOLENIDADE no Brasil tida como a Festa das Mães foi realizada há 50 anos, em Salvador, na Bahia, promovida pelo reverendo Matatias Gomes dos Santos, no templo da Igreja Presbiteriana. Foi a 10 de outubro de 1909. Vive ainda e é presbítero da Igreja Presbiteriana de Lucas, no Rio, o secretário permanente do Esforço Cristão da Igreja da Bahia, Sr. Joseph Cameron Donald, sob cujos auspícios a festa foi realizada, com a finalidade de ‘recordar os carinhos e amor das mães falecidas e honrar as sobreviventes’. Essas declarações foram prestadas ao GLOBO pelo Sr. Hélius Mota, assistente do diretor do Museu Presbiteriano, que nos disse ter sido a segunda comemoração das mães também na Bahia, no templo presbiteriano de Cachoeira do Paraguaçu. Foi a 7 de setembro de 1910. Crianças e moças recitaram poesias às mães.”[1]

Essa notícia foi publica no jornal O Globo, em 1959. Nessa época vivia, ainda, o Presb. Joseph Cameron Donald, pai do também saudoso, Presb. Edwin Cameron Donald, esposo da nossa irmã Eunicy Baptista Donald, membros da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Prof. Nelson de Paula Pereira



[1] Jornal O Globo, 09.05.2009, seção “Há 50 anos atrás”.

Observação: Essa e outras histórias você pode conhecer adquirindo o livro História da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro 1862-2012. IPRJ: Rio de Janeiro, 2012. Acesse www.catedralrio.org.br ou ligue (21) 2262-2330.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

O VALOR DE NOSSOS PAIS





O VALOR DE NOSSOS PAIS

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão. O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima. O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma". O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades." O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa." O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas. O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu." O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vai e limpa as mãos da tua mãe, e depois vem ver-me amanhã de manhã." O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho. O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe. Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo. Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor. O diretor percebe u as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?" O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram." O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiste." O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar." O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado." Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver-se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro.
Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vais sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a relva, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ... Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li... leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

FONTE: recebi por e-mail.

sábado, 5 de maio de 2012

O AMOR, UMA ORAÇÃO





Há muitos anos, numa das disputas com a minha esposa, a quem pretendo amar, disse-lhe: "Você me irrita". Ela respondeu-me: "O amor é paciente. Não se irrita". Fiquei pensando.
Mais recentemente ela pediu-me para amá-la como ela é. Sentindo a dificuldade desta tarefa fiz esta oração.
Falamos do amor sempre em termos de prazer e deleite. O amor tem, para mim pecador, as suas dores. Dores da paciência. Dores da renúncia. Lembro-me da "porta estreita e do caminho apertado da salvação" dos quais nos fala Jesus. Seria isto? Fala-nos também do "negar-se a si mesmo". Acho que iria embora (a porta, às vezes, parece-me estreita demais e o caminho muito apertado), se não pensasse como Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna".

O Amor – Uma oração

Oh Deus!
Criador do céu e da terra.
Cordeiro manso e humilde,
Que tira o pecado do mundo.
Leão da tribo de Judá,
Pleno de poder, glória e majestade.

Meu Salvador.

Dá-me um coração capaz de amar o indigno,
Como fizeste comigo.
Amar desejando-lhe o bem,
Amar fazendo-lhe o bem.
Amar como ele é, para que sejamos como tu és.
Amar sofrendo,
Amar morrendo,
Pois a semente que morre produz a vida.

Socorre,
Pela tua graça e misericórdia,
Esta alma sedenta e estéril.

Para amar o indigno tão somente pela preciosidade do amor.
Amar sofrendo,
Amar morrendo,
Pois a semente que morre produz a vida.
Do seu interior farás fruir rios da água da vida.
Enquanto que aquele que pretensiosamente se afirma,
Permanece estéril, seca e morre.

A minha alma tem sede de Deus,
Do Deus vivo.

Zwinglio de Andrade Costa

PENSE NISSO!


1 - Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.
2 - Um com Deus é maioria.
3 - Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.
4 - Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.
5 - O mais importante não é encontrar a pessoa certa e sim ser a pessoa certa.
6 - Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém ; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.
7 - A fé ri das impossibilidades.
8 - Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 - Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um grande DEUS.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Batismo infantil? Simonton responde!

   Batismo infantil? Simonton responde! Esse foi o tema que atribuí a esse artigo. Muitos estão perguntando e muito se questiona sobre o batismo infantil. Muitas igrejas cristãs não aceitam esse sacramento. Pesquisando sobre o tema, li um SERMÃO do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867), missionário norte americano que organizou a primeira Igreja Presbiteriana no Brasil - a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.
Espero que vocês gostem e estamos abertos a discussões.
   Um abração,

Prof. Nelson de Paula Pereira
nelsondepaula@yahoo.com.br



(Rev. A. G. Simonton e sua filha Helen)


OS FILHOS DO PACTO

"Porque para vós é a promessa, e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus." Atos 2: 39.

A PROMESSA em que fala este verso, é a mesma que se acha no verso 38, e que diz que todo o que se arrepender e se deixar batizar em nome de Jesus Cristo, receberá a remissão de seus pecados e o dom do Espírito Santo. A isto, Pedro acrescenta, "porque para vós é a promessa, e para vossos filhos," etc. Como me parece, o apostolo aqui deu a conhecer que na nova lei assim como na velha, a aliança feita entre Deus e os crentes compreende os filhos destes. A mais fácil e simples interpretação que posso dar ás palavras de Pedro é que ele queria afirmar que Deus não só perdoa e justifica a todos que se arrependem e são batizados em sinal da sua fé, mas também se torna o Deus e o Pai de seus filhos, concedendo-lhes por sinal e selo desta graça, o sacramento do batismo. A crença geral tem sido e ainda é que todo o crente, unindo-se ao Senhor pela fé, é permitido não só receber para si o selo da nova Aliança, o qual é o batismo, mas igualmente tem o direito ao batismo de seus filhos que ainda não estejam com a idade suficiente para professar a sua própria fé,
Esta doutrina é a minha, e segundo creio, é a dos apóstolos e da palavra divina. Vou manifestar as ideais e convicções que tenho a este respeito, e os fundamentos que tenho para assim crer e obrar. Quero satisfazer o escrúpulo que tem feito a alguém concluir que o Novo Testamento tira á igreja cristã um privilegio que a igreja antiga muito apreciava-o privilegio de os pais dedicarem os seus filhos a Deus por meio de um rito que representa e sela as bênçãos da aliança que existe entre Deus e o seu povo.
Todos devem saber que antigamente a circuncisão servia para os mesmos fins que agora tem o batismo. Todo aquele que quis unir-se á antiga igreja foi circuncidado, assim- como hoje em dia querendo alguém ser admitido como membro da igreja, é batizando. É útil haver algum rito visível que possa servir para fazer publica a profissão da nossa fé. Antigamente a circuncisão era esse rito, e desde os tempos dos apóstolos até agora, em lugar da circuncisão o batismo tornou-se a cerimônia da iniciação ou da introdução na sociedade dos povos de Jesus Cristo. A doutrina que agora vou sustentar é que na igreja cristã tanto como na igreja antiga, o selo da aliança que existe entre Deus e os crentes é não só para os crentes, mas para os filhos dos que sejam crentes. Porque a promessa é não somente para vós, mas também para vossos filhos. Peço a todos que me prestem estreita atenção, visto que o assumpto requer alguns esclarecimentos e argumentos. Em primeiro lugar, o direito dos pais crentes para dedicar seus filhos ao Senhor pelo rito de batismo, funda-se na prática da antiga igreja.
Um artigo da nossa fé diz assim: "Cremos numa só igreja católica." Estas palavras dão a conhecer que realmente nunca houve nem haverá senão uma igreja-que desde a queda elos nossos primeiros pais até hoje a igreja verdadeira é uma só. Moysés e David e Isaias e todos os antigos eram membros da igreja de Deus pela mesma fórma que nós hoje o somos. Eles não só acreditaram no mesmo Deus, mas também se salvaram pelo sangue do mesmo Redentor. A sua fé e a nossa não diferem quanto ao essencial. A grande diferença é que n6s temos mil vezes mais luz e maiores privilégios. Tem-se abolido muita cerimônia e rito introduzido no tempo de Moysés para figurar e simbolizar a redenção que Jesus havia de fazer, e que agora não tem mais valor. Porém a causa principal não foi abolida e nunca será abolida, isto é, a aliança que existe entre Deus e aqueles que fiam-se nas suas: promessas. As Escrituras muitas vezes dizem que os crentes agora são filhos de Abraão e herdeiros, das antigas promessas. "Os que são da fé, são filhos de Abrahão." Pois bem, o argumento é este: Se a aliança ainda existe, devemos crer que os seus termos ainda são os mesmos, não havendo qualquer Escritura que diz o contrario. Se os membros da igreja antigamente tinham direito de manda pôr nos seus filhos o selo do pacto divino, quem nos tirou esse direito? Que passagem do Novo Testamento dá fundamento sólido para crer que foi abolido um privilegio que desde a época de Abraão até hoje foi tido por um dos maiores o privilegio de firmar com Deus um concerto ou uma aliança que assegura a nossos filhos tanto como a nós mesmos a proteção, a misericórdia e a graça do Senhor nosso Deus. A promessa dada a Abrahão, e da qual todos os que são crentes, são herdeiros está assim escrita: "E estabelecerei o meu pacto entre mim e ti, e entre os teus vindouros no decurso das suas gerações, por um concerto eterno: para que eu seja o teu Deus, e o da tua posteridade depois de ti." Gênesis. 17. 7.
Conferindo esta promessa com o que Paulo diz: "E recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça da fé, que teve no prepúcio: afim de que fosse pai de todos os que creem estando no prepúcio, de que também a eles lhes seja imputado a justiça: e seja pai da circuncisão, não somente aqueles que são da circuncisão, senão também aos que seguem as pisadas da fé, que teve nosso pai Abraão antes de ser circuncidado. Porque a promessa a Abraão, ou á sua posteridade, de que seria herdeiro do mundo, não foi pela lei, mas pela justiça da fé. Porque se os da lei é que são os herdeiros, fica aniquilada a fé, sem valor a promessa. Porque a lei obra ira. Porquanto onde não ha lei, não ha transgressão. Em consequência do que pela fé é que são os herdeiros, afim de que por graça a promessa seja firme a toda a sua posteridade, não somente ao que é da lei, senão também ao que é da fé de Abrahão, que é pai de todos." Romanos 4. 11-16. Vê-se claramente, que nunca foi anulada a aliança feita com Abraão. Todo o crente herda a promessa que compreende também aos seus filhos. Para representar visivelmente este fato e para confirmar a fé do seu povo, ha agora e sempre tem havido um sacramento instituído por Deus. Até a morte de Nosso Senhor a circuncisão era tal sacramento, servindo como diz São Paulo, "do selo da justiça da fé." Isto quer dizer que o selo visível que provou aos Israelitas que Deus os justificou pela fé, era a circuncisão. Ainda é pela fé que somos justificados. Ainda existe um meio de selar ou provar visivelmente que Deus justifica gratuitamente os que nele creem. A questão agora versa sobre o direito que têm pais que são crentes, de mandar pôr este selo nos seus filhos. Antigamente a promessa compreendida os filhos de pais crentes, e por consequência eles foram circuncidados. A mesma promessa é feita a nós, e por consequência, nossos filhos tanto como os dos antigos servos de Deus, têm direito ao selo da aliança entre Deus e o seu povo. Ninguém pode citar passagem alguma que revoga e anula este direito e privilegio, ou estabeleça o contrario. É verdade que muita cerimônia e rito e sacrifício da lei de Moisés foi revogado depois da morte de Nosso Senhor. Porém a aliança, cujo selo era a circuncisão e agora é o batismo, não era parte da lei de Moisés e tão pouco foi abolida com a introdução da nova lei. Somos ainda filhos do pai dos fieis, se é que temos a fé de Abrahão. E em quanto Deus não ordenar o contrário, ternos todo o fundamento para persistir na crença consoladora que na mesma santa aliança nascem os nossos filhos. "Porque para vós é a promessa," etc.
A isto respondem alguns: para que serve o batismo de crianças? É impossível que seja de utilidade, pois uma criança não pode nem aceitar nem recusar a aliança, cujo selo é o sacramento do batismo? Em matérias religiosas este modo de argumentar não tem cabimento. Não é assim que se decide uma questão destas. Era muito fácil perguntar, para que servia o antigo selo da aliança posto por sinal nos filhos dos crentes? É tão fácil explicar a utilidade que se tira do batismo, como era explicar o valor da circuncisão, porque quanto ao essencial, estas duas cerimônias não diferem uma da outra. A circuncisão não tinha por si a virtude de lavar os pecados da pessoa circuncidada. Mas nem por isso deixava de ter utilidade. Era o selo que servia para confirmar o concerto estabelecido entre Deus e os servos de Deus juntamente com os seus filhos. O batismo é a mesma causa e serve para os mesmos fins. Tudo quanto ensinou Nosso Senhor, concorda perfeitamente com o que fica dito. E11e não fez uso de palavra alguma que anula o privilegio dos filhos de pais crentes.
Diz São Marcos, capitulo 10, versos 13 até 16: "Então lhe apresentavam uns meninos para que os tocasse: mas os discípulos ameaçavam aos que lhos apresentavam. O que vendo Jesus, levou-o muito a mal, e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis: porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Que todo o que não receber o reino de Deus como pequenino, não entrará nele. E abraçando-os, e pondo sobre eles as mãos, os abençoava."
Pode ser que tudo isto não seja suficiente para decidir o ponto em discussão. Traduzida ao pé da letra, a palavra de Jesus não diz que entre os participantes de privilégios religiosos devem ser contados os filhos daqueles que com fé os dedicam ao Senhor. Mas tanto as palavras de Nosso Senhor como o seu proceder, dando uma repreensão aos discípulos que ameaçavam aos que trouxeram os meninos, e abraçando-os, apoiam fortemente a nossa doutrina. Qual será o pai de família que não se sente comovido pela leitura desta narração, e animado para apresentar os seus filhos ao Senhor pelo modo por ele instituído. Pó de haver quem lhe faça oposição. Este pode ser um dos discípulos de Jesus que entende que as promessas e as bênçãos e o selo da nova aliança são unicamente para homens e mulheres crescidos. Que ele persevera até receber sobre os seus filhos a benção do Senhor.
A mais simples interpretação das palavras, "dos tais é o Reino de Deus," é que no numero dos filhos de Deus entram também os pequenos. Se isto é assim, sem duvida devem ser batizados.
Os apóstolos nas suas cartas e na sua pratica estabelecem a mesma doutrina. Pedro no primeiro sermão pronunciado no dia de Pentecoste disse, "Porque para vos é a promessa e para vossos filhos."
De acordo com esta doutrina, quando qualquer pai ou mãe de família fez-se crente, foi batizando juntamente com a família. Nos Atos dos Apóstolos, cap. 16, verso 14 a 15 se diz: "E uma mulher por nome Lídia, da cidade dos tiatirenos, que comerciava em púrpura, serva de Deus, ouviu: o Senhor lhe abriu o coração, para atender aquelas cousas que por Paulo eram ditas. E tendo sido batizada ela, e a sua família, fez esta deprecação dizendo: Se haveis feito juízo de que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e pousai nela. E nos obrigou a isso." Também se diz no verso 35 do mesmo capitulo: "E tomando-os naquela mesma hora da noite, lhes lavou as chagas: e imediatamente foi batizado ele, e toda a sua família."
Na Epistola aos Coríntios, capitulo 1°, verso 16: "E batizei também a família de Estéfanas: não sei, porém se tenho batizado a algum outro.”.
Não é de crer que todos os membros dessas famílias fossem homens ou mulheres já crescidos.
Na 1ª Epistola aos Coríntios 7. 14, se diz, que sendo qual quer dos pais do numero dos fieis, os filhos são santos, isto é, consagrados a Deus. Aqui vê-se provado com toda a evidencia que o estado dos pais decide o estado dos filhos. O pai que se professa cristão, introduz consigo os seus filhos na sociedade dos fieis, e por tanto estes devem ser batizados.
É muito natural que assim aconteça. Este principio prova-se por mil fatos. Deus fez com nossos primeiros pais um concerto, prometendo-lhes a vida eterna se não comessem do fruto proibido, e ameaçando-os com a morte se não obedecessem. Este concerto nos compreendeu a nós. O pecado de Adão decidiu da sorte de seus filhos. Deus tornou a fazer um concerto com Abraão, dizendo que aquele concerto havia de ser eterno e de compreender a sua descendência. Esse concerto existe e assegura a nós e a nossos filhos a remissão de pecados e a vida eterna. Fora da igreja, o mesmo principio está em vigor. Sendo o pai cidadão de qualquer país, também o é o filho dele. Tão estreito é o laço entre os pais e seus filhos que o ato daqueles torna-se até- certo ponto o destes também. Todas as leis e os usos reconhecem este principio. Tanto o Novo como o Velho Testamento reconhece muitas vezes tal principio.
Que eficácia tem o batismo aplicado a crianças que não tem idade bastante para crer por si mesmos? Em tais casos, o batismo é da parte de Deus o sinal e o penhor de ser o seu concerto feito não só com os crentes, mas igualmente com seus filhos. Todo o concerto tem duas partes, cada uma delas obrigando-se a certas causas. Os pais são uma das partes contraentes, pois é em virtude da sua fé que os seus filhos são batizados; e Deus é a outra parte. No ato de apresentarem seus filhos e de tomarem sobre si a responsabilidade de criá-Ios na fé verdadeira, os pais não só fazem registrar seus filhos no rol da igreja visível, mas estabelecem da sua parte um concerto espiritual entre Deus e os filhos que lhes tem sido confiados por Deus. A utilidade deste ato solene não se liga necessariamente ao momento em que foi feito. Nem se liga á água do batismo nem depende do caráter daquele que ministra o sacramento. Depende da benção Deus de da operação do Seu Espírito que obra quando e como lhe melhor pareça. O que é certo é, que o ser descendente de pais cristãos não é cousa indiferente. Dão-se casos todos os dias que provam que os filhos seguem muito de perto as pisadas de seus pais. A palavra de Deus também afirma que não é cousa indiferente o ser nascido de pais que fielmente guardam o concerto de Deus. Deuteronômio 7. 9: "Saberás pois, que o Senhor teu Deus é o Deus forte e fiel, que guarda o seu pacto e a sua misericórdia aos que o amam, e aos que cumprem os seus preceitos até mil gerações."
Êxodo 20. 6: "E que usa de misericórdia até mil gerações com aqueles, que me amam, e que guardam os meus preceitos."
Salmo 102. 17, 18: "Mas a misericórdia do Senhor está desde a eternidade e até á eternidade, sobre os que o temem; e a sua justiça sobre os filhos dos filhos, para com aqueles que guardam a sua aliança." Vê-se pois que a promessa feita aos pais que guardam o concerto divino, compreende aos seus filhos. O batismo de seus filhos é, pois da parte de pais crentes um solene ato declarativo do concerto que existe entre Deus e eles e a sua descendência. É para assim dizer um ato de adesão á aliança que Deus estabelece com os fieis por todas as gerações. Para que este ato tenha valor e utilidade não é necessário que o beatismo produza no mesmo instante o que significa, isto é, a remissão de pecado e a regeneração. Nem é indispensável que a pessoa batizada consinta no que se faz.
O valor do batismo dos meninos depende a final e essencialmente da bênção de Deus, que nunca deixa mais tarde ou mais cedo de acompanhar todo o ato feito em atenção aos preceitos da sua santa lei. Digo, pois aos pais crentes com toda a confiança: não vos incomodeis com as objeções levianas que talvez se vos façam no sentido de desacreditar este ato religioso. Sede fiéis em guardar e cumprir as promessas e obrigações que este ato importa da vossa parte, e não façais duvida de que Deus vos abençoará a vós e a vossos filhos; porque escrito está que ele disse ao pai dos fieis: "E estabelecerei o meu pacto entre mim e ti e entre os teus vindouros no decurso das suas gerações, por um concerto eterno, para que eu seja o teu Deus, e o da tua posteridade depois de ti." Pedro, referindo-se a isto disse também: "A promessa é para todos vós e para vossos filhos." São Paulo referindo-se ao mesmo concerto, também diz: "Se vós sois de Cristo: logo sais vós a semente de Abrahão, os herdeiros segundo a promessa." Gálatas 3. 29. Segue-se por consequência inevitável, que os vossos filhos estão incluídos na promessa segundo os seus termos. São Paulo, Romanos 13-16, diz sem rodeios que a promessa feita a Abraão não foi pela Lei de Moisés, isto é, não era para aqueles que observaram a lei antiga, mas para todos os que eram da ré, de sorte que aquela promessa é para nós e para nossos filhos. É muito importante que este assumpto seja bem compreendido. Tem-se abusado muito da doutrina do batismo assim como a antiga igreja abusava da circuncisão. Alguns vendo estes abusos, fazem o que é muito natural a pobre natureza humana: puxam para o lado contrario. Querem acabar duma vez com os abusos e com a mesma doutrina. Nada há que dá mais triste idéia da fraqueza, da razão humana, que esta tendência a dar em extremes - a passar rapidamente de um a outro extremo - ora crendo que o batismo pode tudo, ora crendo que para nada serve. Apontemos e cortemos as falsas idéias que alguns tem feito do batismo, mas não o desprezemos, porque é o selo visível duma graça invisível.
Alguns por exemplo ensinam que o sacramento do batismo por si lava os pecados e regenera a alma da pessoa batizada. Segue-se por consequência que as crianças que morrem na infância vão para o céu se foram batizados, e para o inferno se não o foram. Os Judeus faziam a mesmíssima idéia da circuncisão. A circuncisão era o antigo selo da aliança e o batismo é o novo selo da mesma aliança. Mas assim como muitas pessoas receberam o antigo selo sem possuírem o que ele significava, da mesma sorte agora ha muitas que não obstante serem batizadas, não são Cristãos do coração. Estes fatos não provam a inutilidade nem da circuncisão nem do batismo. Como disse, não é necessário que o proveito do batismo tenha lugar logo. É o selo que certifica as promessas que o Senhor dá aos pais de família a respeito dos seus filhos. Quanto ao tempo conveniente para Deus obrar neles a fé que salva, ele é quem decide isto. Continuam os pais a cumprir fielmente as suas obrigações na fé de que Deus será o Deus o Salvador da sua posteridade segundo está escripto. Não é permitido duvidar das promessas que nos convidam a pedir a Deus pelos bens que necessitemos, porque ele não nos responde no mesmo instante. Nem tão pouco deve-se concluir que foi aplicado em vão o selo do batismo a nossos filhos, só porque não apareça desde logo o seu efeito.
Outros entendem que o batismo nada é senão um costume, ou pelo mais um meio de dar o nome á criança.
É provável que não tenha tocado em todas as dificuldades deste assumpto nem é possível fazê-lo agora. Estou muito certo que a doutrina que acabo de explicar, tem por base toda a palavra de Deus e serve para magnificar a graça do Senhor o qual usa de misericórdia com mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus preceitos. Serve também para animar os pais de família no cumprimento das obrigações que têm para com os seus filhos, fazendo-lhes ver que a promessa divina é para eles e para a sua posteridade.
Serve também para induzir aqueles que foram batizados em virtude da fé dos pais, a ratificar depois de crescidos o ato dos pais, tomando sobre si a obrigação de obedecer aos preceitos do Senhor.
Nunca hei de me esquecer da impressão que me causou a noticia de haver meus pais me dedicado ao Senhor no batismo com o fim de que eu fosse ministro do Evangelho de Jesus Cristo, se o Senhor fosse servido de me chamar para este serviço. Sempre me lembrava disso, e estou certo que essa lembrança muitas vezes não me deixava fazer cousas, que doutra sorte tivera feito. Tenho toda a fé nas promessas que dizem que Deus não abandonará nem os que guardam o seu concerto nem os seus filhos - que a linhagem dos justos será salva.
Amém.
FONTE:

SIMONTON, Ashbel Green. Sermões Escolhidos. 2ª edição. Organizados pelo Rev. Alexander Latimer Blackford. Nova Iorque: G. L. Shearer, 1869.


terça-feira, 17 de abril de 2012

COLOQUE TUDO NAS MÃOS CERTAS!


! Uma bola de Basquete em minhas mãos custa cerca de R$ 50,00.
Uma bola de Basket nas mãos do Michael Jordan custaria cerca de R$ 5.000,00. Só depende das mãos que a seguram.




Uma raquete de tênis não tem valor algum em minhas mãos.
Uma raquete de ténis nas mãos do Rafael Nadal valeria muitos milhares de reais. Só depende das mãos que a seguram.





Uma vara em minhas mãos serviria apenas para afugentar um cão viralata.
Uma vara nas mãos de Moises abriu um caminho seguro no mar vermelho.
Só depende das mãos que a seguram.







Um estilingue em minhas mãos seria somente um brinquedo de criança.


Um estilingue nas mãos de Davi se tornou uma poderosa arma, capaz de derrubar gigantes.
Só depende das mãos que a seguram.




Dois peixes e cinco fatias de pão em minhas mãos serviriam para fazer um lanchinho.Dois peixes e cinco fatias de pão nas mãos do nosso Senhor Jesus Cristo, foram multiplicados e alimentaram milhares de pessoas.
Só depende das mãos que os seguram.






Pregos em minhas mãos serviriam para pendurar quadros na parede.
Pregos nas mãos de Jesus Cristo serviram para trazer a salvação para o mundo inteiro.
Só depende das mãos que os seguram.








Como podes ver agora, só depende das mãos que seguram.
Por isso ponha suas ansiedades, suas preocupações, seus temores, seus alvos, seus sonhos, sua familia e seu relacionamento (casamento, namoro, amizade...) nas mãos de Deus, porque...
Só depende das mãos que seguram e asseguram.


Jesus disse: Se creres em Mim como diz as Escritura, do seu interior fluirão rios de aguas vivas (Espirito Santo)

Esta mensagem agora encontra-se em suas suas mãos.

Qual o destino que Tu lhe darás?

Só depende das mãos em que ela se encontra!